Mais uma família enfrenta dificuldades para transferência de paciente de Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) para hospital. A usuária Maria Carvalho dos Santos está internada na UPA do Parque do Mirante desde o dia 26 de dezembro à espera de vaga no Hospital de Clínicas. Segundo informações repassadas por médios para a filha, Maria Celestina Rodrigues, a paciente, que tem mais de 80 anos, precisa passar por um procedimento de drenagem, pois está acumulando líquido em vários órgãos.
“Todos estamos preocupados e com medo de que o pior aconteça. Segundo os médicos, ela está com derrame no pulmão e muito inchada, com líquido no corpo. Além disso, é uma paciente com problemas cardíacos. O coração também está inchado. Já buscamos várias alternativas. Estive no Ministério Público, pois a única opção é ser transferida para o Hospital de Clínicas. Ela foi inserida no sistema e todos os dias questionamos as atendentes quando deve acontecer a transferência e a resposta é a mesma: não há vaga”, contou Maria Celestina, lembrando que as complicações começaram a parecer no início de dezembro.
De acordo com informações repassadas pela assessoria de imprensa da prefeitura, que encaminhou nota assinada pela Organização Social (OS) Pró-Saúde, “a paciente deu entrada na unidade no dia 02 de janeiro, com sintomas de insuficiência respiratória, quando foram tomadas todas as medidas para a estabilização do quadro apresentado e foi realizado cadastro no Sistema Regulatório Assistencial de Minas Gerais - SUS Fácil, para efetivação de transferência a hospital com estrutura específica e especializada para o atendimento cardiológico”. O texto destaca ainda que a usuária aguarda a disponibilidade de vagas, mas que na UPA recebe assistência médica diária e contínua até a liberação de sua transferência.
O caso também foi repassado para a assessoria de imprensa do Hospital de Clínicas. Conforme nota encaminhada, “na rotina e protocolo de urgência e emergência, todos os casos inseridos no SUS Fácil são analisados pela equipe médica de plantão do HC-UFTM e os pacientes que necessitam de tratamento em hospital terciário, ou seja, de alta complexidade, são recebidos de acordo com a capacidade de leitos”. Ainda de acordo com nota, o serviço de urgência e emergência trabalha sempre com mais de 100% da capacidade, de forma que os casos são priorizados para entrada no hospital conforme a gravidade dos quadros.