CIDADE

Usuários denunciam descaso no atendimento da UPA Abadia

Descaso. Esta é a palavra apontada por três usuários do sistema municipal de Saúde ao definir a situação encontrada na UPA Abadia

João Fábio Sommerfeld
Publicado em 13/12/2011 às 23:23Atualizado em 19/12/2022 às 21:01
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Descaso. Esta é a palavra apontada por três usuários do sistema municipal de Saúde ao definir a situação encontrada na UPA Abadia nesta segunda-feira (12). Segundo eles, a unidade estava trabalhando com apenas um médico no atendimento. Além disso, o sistema de classificação de risco foi outro motivo de reclamação, pois o método é semelhante à separação de lixo reciclável.

A dona de casa Maria Aparecida Francisca Pereira procurou a unidade por sentir febre e apresentar vômitos com sangue. Por volta das 10h, ela passou pela triagem e foi classificada com a cor “Azul” – não urgente. Uma servidora da unidade informou que ela seria atendida depois das 13h, ou seja, três horas depois de dar entrada na unidade. “Quando começo a tossir, vomito sangue. Como que vou esperar tudo isto? Eles estão comparando as pessoas como lixo. Isso é uma vergonha! O prefeito quando quer voto vai a todos os lugares. Pagamos todos os impostos e agora ser comparada como uma lata de lixo... Tenha santa paciência. O prefeito é muito relaxado”, desabafa a dona de casa criticando a classificação adotada pela UPA. Para ela, o sistema é semelhante ao utilizado pela coleta seletiva. Durante a presença da reportagem no local ela apontava para a fita e os coletores localizados na frente da unidade.

Já o servidor público Cleidimar Roberto da Silva estava tentando atendimento pela segunda vez, devido a dores intensas na coluna. Na primeira vez, há uma semana, ele compareceu à unidade e foi informado que não havia médico para realizar o atendimento. Nesta segunda, retornou à unidade, por volta das 6h, pelo mesmo motivo. “Passei pela triagem e me falaram que seria atendido depois das 13h, porque recebi a fita azul. Eu tenho que tomar vários remédios, para epilepsia e diabetes, mas fui orientado a não tomar por que iria atrapalhar o exame”, disse o servidor. Para ele, o atendimento é muito demorado.

A bordadeira Aparecida do Carmo Silva disse que a filha de 31 anos foi internada no sábado (10) com fortes dores no abdômen. No dia, foi realizado um ultrassom e identificado o quadro de apendicite. Segundo a mãe, um servidor informou que ela deveria ser transferida para outro hospital, para realizar a cirurgia. No entanto, nada havia sido feito. “Ela tá passando mal desde sábado. Eles não sabem me explicar. Ela não está boa. Eles não reagem para levá-la para o hospital. Cada um fala uma coisa”, conta, desesperada com a situação da filha. Durante a entrevista, por volta das 11h15, a filha não havia sido transferida, sendo que o mesmo ocorreu depois que a reportagem do Jornal da Manhã deixou o local.

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