Grupo de estudantes que são contra o reajuste de R$2,80 para R$3,44 apresentado pelas empresas de transporte coletivo em Uberaba divulgou ontem, pela rede social Facebook, convite para manifestação pacífica prevista para acontecer no próximo dia 31. O protesto, denominado “Vem pra rua”, está marcado para acontecer a partir de 18h e a concentração será na praça Rui Barbosa.
De acordo com Cau Lúcio Dias, estudante de Análises Clínicas da UFTM e membro da comissão organizadora do movimento, esse protesto visa a mobilizar a sociedade uberabense novamente contra a tentativa de reajuste da tarifa do transporte coletivo na cidade. “Grande parte da população depende do transporte coletivo, então achamos esse reajuste um pouco injusto. No ano passado, brigamos contra o aumento de R$0,20 e agora vemos essa proposta de um aumento de R$0,64. Ou seja, um aumento de 25%, sendo que o salário mínimo só aumentou 6,44%. Em Uberaba, a Saúde está escassa, todos os dias lemos nos jornais sobre assaltos, então a cidade também não tem segurança, e agora vem esse abuso com um aumento exorbitante. Por isso, vamos fazer um manifesto como no ano passado e de maneira pacífica”, destaca.
Segundo ele, o evento criado na rede social, divulgando a manifestação, já teve a confirmação de mais de 1.400 pessoas em apenas quatro horas após a publicação. “Não queremos tumulto e nem briga, queremos nos reunir na praça Rui Barbosa, no próximo dia 31, às 18h. Ali vamos fazer nossas reivindicações contra falta de saúde, segurança e transporte de qualidade. De lá vamos seguir para outro ponto estratégico da cidade. Neste domingo (19), a comissão que está organizando o manifesto vai se reunir para discutir a pauta e a programação”, ressalta Cau Dias.
O estudante afirma que vai formalizar o pedido de apoio da Polícia Militar à manifestação oficialmente na próxima semana, mas a conversação já foi iniciada, a fim de garantir a segurança de todos os participantes. “Nossa intenção é cobrar da Prefeitura tudo que foi pedido no ano passado e não foi cumprido. Eles não aumentaram os R$0,20 da passagem, porém para a Saúde não tomaram nenhuma providência, continua como antes. Lemos todos os dias no jornal que pessoas precisam enfrentar processo judicial para pegar medicamentos, bem como descaso no atendimento das UPAs e UBSs. Além disso, vamos cobrar uma posição contra o aumento da tarifa à Secretaria de Transportes e aos diretores das empresas de ônibus. Se tiver que fazer um reajuste, que seja com base ou proporcional ao aumento do salário mínimo”, completa Cau Dias.