Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do bairro Abadia volta a ser alvo de reclamações dos usuários. Como em outras situações às sextas-feiras, a unidade estava lotada na tarde de ontem e, segundo os usuários, a espera pelo atendimento chegou a duas horas.
Em busca de encaminhamento para o Sanatório Espírita, a dona-de-casa Ana Maria Bento esteve na quinta-feira na UPA Abadia. “Tenho depressão, procurei a unidade na quinta e esperei por atendimento das 11h às 20h, o médico não passou nenhum medicamento, apenas o encaminhamento ao sanatório, mas preencheu a ficha de forma incorreta. Ontem pela manhã procurei o sanatório para internação, mas não foi possível por conta da ficha incompleta. Tive de voltar à unidade e esperar toda a fila de atendimento para corrigir um erro que o próprio médico cometeu”, explica Ana Maria.
Alessandra Alves é outra usuária da UPA Abadia que estava indignada com o atendimento. Segundo ela, está acompanhando sua prima, que há três dias espera por encaminhamento ao Hospital de Clínicas da UFTM. “Estamos esperando por atendimento, quando pergunto cadê os médicos, a resposta é de que em breve chega um, estamos esperando há três horas, e não vi passar nenhum médico por aqui”, afirma Alessandra, classificando como péssimo o sistema de triagem usado nas UPAs.
Por sua vez, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde, é preciso avaliar a classificação de risco de cada paciente, se receberam a pulseira azul ou verde, é porque o estado não é de urgência. As unidades foram criadas para atender urgência e emergência, portanto, pessoas que estiverem classificadas com as pulseiras vermelhas ou amarelas serão atendidas de forma prioritária.
A assessoria explica também que a prima de Alessandra procurou a unidade na noite de quinta-feira (17), esperou apenas dez minutos para atendimento e logo foi internada. Os médicos realizaram uma bateria de exames e, assim que foram concluídos, foi feita a solicitação, por meio do SUS Fácil, para encaminhamento ao Hospital de Clínicas. Entretanto, até o fim da tarde de ontem os médicos ainda aguardavam a liberação.
Já em relação à reclamação de Ana Maria, segundo a coordenação da UPA, em casos assim é preciso procurar a gerente da unidade para analisar o erro cometido no encaminhamento.