Com o aparecimento de novas cepas, diminuição da capacidade de anticorpos e flexibilização do contato pessoal é possível imaginar que a vacinação contra a covid-19 deve acontecer anualmente, da mesma exigência de outras doenças. Este panorama é real e iminente, de acordo com a coordenadora de vacinação em Uberaba, Ana Vera Abdanur. Contudo, na avaliação dela, não há de ser um “retrabalho”, agora que as pastas da Saúde têm os protocolos ideais para o processo.
Na realidade, a melhora nos quadros da pandemia garantem o enfraquecimento do vírus e, com isso, o poder de transmissão viral. Ana Vera diz que o quadro daqui pra frente será semelhante ao de outras doenças, como a H1N1 e a gripe.
“Eu penso que vai haver facilidades na produção com aplicação, porque já tem em base a quantidade necessária. E outro detalhe, quando a gente olha para o cenário da pandemia, o vírus tende a enfraquecer. Ser agressivo em alguns casos, igual o H1N1, mas tende a enfraquecer e virar um vírus comum. Isso facilitaria até a imunização”, declara a coordenadora.
Desta forma, a vacinação contra a covid-19 nos próximos anos, se for confirmada, não teria que acontecer durante os 12 meses do calendário. Com a dilaceração do vírus, o risco de infecção e morte também cairia, o que permite flexibilizações e condições melhores de organização.