Cobertura chegou a apenas 42%; Secretaria de Saúde vai investigar por que moradores dos grupos prioritários deixaram de procurar a imunização
A partir dos resultados, a Secretaria pretende definir novas ações para ampliar a vacinação contra a gripe em 2027 (Foto/Divulgação)
A cobertura vacinal contra a gripe em Uberaba chegou a apenas 42%, índice considerado baixo pela Central de Vacinas do município. Diante da redução na procura pelo imunizante, a Secretaria Municipal de Saúde vai revisar a estratégia de busca ativa para identificar os motivos que levaram moradores dos grupos prioritários a deixar de procurar as unidades de saúde.
A informação foi divulgada pela coordenadora da Central de Vacinas de Uberaba, Priscila Amaral, durante entrevista ao JM News. Segundo ela, a partir da próxima semana serão iniciadas visitas às unidades de saúde para avaliar como está sendo realizado o trabalho de identificação e convocação dos pacientes. “A partir da próxima semana, eu vou visitar as unidades de saúde, sentar com os agentes comunitários para reestruturar a questão da busca ativa, principalmente da vacinação”, afirma.
De acordo com Priscila, a análise pretende identificar em quais pontos estão as dificuldades, como falhas na comunicação com os moradores, problemas no funcionamento das estratégias de saúde da família ou dificuldades no fluxo de informações entre as equipes. “Precisamos pegar na mão e identificar o que está acontecendo em cada unidade”, explica.
A coordenadora destacou que o índice atual está distante dos resultados obtidos pelo município em anos anteriores. Segundo ela, Uberaba historicamente registrava coberturas superiores a 90% entre os grupos prioritários. “A gente sempre teve acima de 90%. Hoje nós temos um número muito pequeno de idosos que estão procurando a vacina de influenza anualmente”, afirma.
A baixa adesão preocupa devido à circulação de vírus respiratórios e ao registro de casos graves da doença. Durante a entrevista, Priscila informou que Uberaba contabilizou 13 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) neste ano.
Segundo a coordenadora, o levantamento nas unidades deve ser realizado até o fim do ano. A partir dos resultados, a Secretaria pretende definir novas ações para ampliar a vacinação contra a gripe em 2027. “O nosso objetivo é verificar a condição e atuar no problema. Se o problema é comunicação, se o problema é da estratégia de saúde da família”, disse.
Além da busca ativa nas unidades, Priscila afirmou que a Central de Vacinas tem ampliado ações externas, como vacinação em empresas, instituições de longa permanência para idosos, atendimento com o vacinóvel e vacinação domiciliar para pessoas acamadas. “A gente tem levado aonde pode, mas infelizmente a gente tem tido uma cobertura muito baixa”, relata.
A expectativa da Secretaria é que o levantamento permita identificar por que os grupos prioritários deixaram de procurar a vacinação e quais mudanças serão necessárias para recuperar os índices registrados em anos anteriores.