CIDADE

Vendas de ceias em Uberaba seguem em ritmo moderado, a poucos dias do Natal

Rafaella Massa
Publicado em 21/12/2022 às 10:34Atualizado em 26/12/2022 às 22:53
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Procura pelo banquete em 2022 é instável (Foto/Reprodução)

A procura por ceias de Natal em 2022 este ano segue em ritmos variados. Conforme pesquisa realizada pelo Jornal da Manhã com três empreendedores do ramo, a expectativa de vendas do banquete transita entre o aumento no número de viagens de final de ano, o que diminui a demanda, e o retorno de encontros familiares após a pandemia, o que aumenta.

Rose Narciso, empreendedora especializada no preparo de refeições congeladas para venda, informa que os pedidos de ceias já ultrapassaram a quantidade registrada no Natal de 2021. “Eu tive bastante procura pelas ceias. A expectativa de lucro vai muito bem em comparação com o ano passado. Melhorou em relação a pandemia. A procura aumentou 50%”, afirma.

A mesma expectativa positiva é compartilhada por Débora Corrêa que, junto com o marido, decidiu investir na produção para o fim de ano conforme demanda dos clientes. "Há três semanas, nós começamos a divulgar o cardápio. Nossa expectativa é grande, já que apesar de não ter pedidos confirmados, temos procura. Nesse sentido, nós já temos pessoas perguntando”, aponta Débora.

Gustavo Cecílio, também da área de alimentos em Uberaba, afirma que o brasileiro tem como tradição deixar tudo para última hora, o que justifica o fato de apenas ⅓ dos clientes terem reservado a ceia até o momento. Porém, a expectativa é que em até dois dias antes, a procura aumente. Mas há problemas com o fator econômico. Segundo o empreendedor, o preço dos produtos e o cenário atual são itens que têm pesado na decisão do cliente em produzir a própria ceia. Ano passado, ele fez 170 ceias, neste ano, já foram compradas 70. “Eu acho que no ano passado a gente estava no fim da pandemia, então, muita gente não viajou. Muita gente está saindo de viagem agora. Mas eu acho que muita gente também está preocupada com a situação econômica do país”, alega.

Ainda de acordo com Gustavo, os preços dos produtos, que já são naturalmente mais caros nesta época do ano, têm apresentado valor maior. “No ano passado eu paguei cerca de R$7, R$8 o quilo nas aves natalinas. Este ano está R$12, R$13”, relata.

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