CIDADE

Vigilância Sanitária fiscalizará salões de beleza e barbearias

De acordo com o diretor do Departamento de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde, é aguardado o material educativo para poder abrir frente ao trabalho

Publicado em 09/12/2010 às 00:03Atualizado em 20/12/2022 às 02:46
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A Vigilância Sanitária vai a partir do começo de 2011 fiscalizar os salões de beleza e barbearias sobre as suas condições. De acordo com Djalma Bessa Ferreira, diretor do Departamento de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde, é aguardado o material educativo para poder abrir frente ao trabalho.

Segundo Djalma, é provável que o trabalho comece em torno de janeiro e ele conta que o Ministério da Saúde está muito preocupado com as hepatites B e C. “Segundo informações do ministério, a hepatite está para virar epidemia. Apesar de ser uma DST, a maior parte da transmissão é em nível de salão”, afirma. O diretor conta que a falta de esterilização e de material descartável de palitos, alicates e gilete, que os cabeleireiros e manicures usam, é um fator complicador. “Isso não vai ser privilégio só dos salões de beleza para mulher, não, o salão para homem também. O cara corta dez cabelos, pelo menos, sem trocar a toalha. A gilete que ele passa na nuca de alguém para fazer o pé do cabelo é a mesma que ele passa na do outro. Então, isso é um meio de transmissão, porque a hepatite é viral”, ressalta.

Djalma pontua que o que preocupa muito o ministério é porque a hepatite é muito mais virulenta do que a Aids, por exemplo. “O vírus da Aids fora do seu meio de cultura vive cerca de 2h, já o da hepatite chega a sobreviver 8h”, diz.

Para Djalma, o preço dos serviços dos salões vai subir, porque tudo terá que ser descartável. “Na verdade, isso tem que ser preservado mesmo, em primeiro lugar é a saúde”, fala. De acordo com o diretor de departamento, serão pelo menos 14 pessoas que vão fazer parte da equipe de fiscalização e elas serão devidamente treinadas e preparadas. “A equipe vai entrar nos salões e vai ver o que pode, o que não pode, de acordo com a legislação, vai explicar, ensinar e vai dar um prazo para a pessoa se adequar conforme toda a nossa ação. A primeira ação é educativa e de orientação”, acrescenta.

Djalma Bessa afirma também que existem muito mais salões sem alvará sanitário do que com alvará. “O alvará significa que aquele estabelecimento tem condições mínimas de funcionamento de acordo com a legislação de saúde. Quem tem alvará já dá uma certa tranquilidade para o usuário”, conclui.

Para proprietário de salão de beleza situado na avenida Almirante Barroso, Moisés Suzano, a fiscalização é preocupante para quem trabalha de forma incorreta. “Eu acho que é o certo, todo mundo tem que trabalhar conforme as leis e respeitar o cliente em 1º lugar”, afirma. Segundo Moisés, o seu salão está dentro das normas exigidas.

Francisca Eliane, proprietária de outro salão, situado na rua Vigário Silva, também concorda com a fiscalização. “Desde que a gente faça as coisas certas, não precisa ter medo. É muito importante para a saúde tanto do cliente quanto do trabalhador obedecer a essas exigências”, enfatiza.

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