CIDADE

Vinte famílias da Nova Estrela já foram atendidas pelo Minha Casa

Vinte das 47 famílias desabrigadas após processo de reintegração de posse na comunidade Nova Estrela, no Jardim Ozanam, já foram contempladas pelo Minha Casa Minha Vida

Thassiana Macedo
Publicado em 14/07/2015 às 08:23Atualizado em 16/12/2022 às 23:18
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Fot Jairo Chagas

Famílias foram retiradas da área conhecida por Nova Estrela, no dia 18 de junho, por força de reintegração de posse

Vinte das 47 famílias desabrigadas após o processo de reintegração de posse na comunidade Nova Estrela, no bairro Jardim Ozanam, já foram contempladas pelo Minha Casa Minha Vida. Segundo a Companhia Habitacional do Vale do Rio Grande (Cohagra), são famílias que se enquadram nas exigências do programa do governo federal e que passaram a morar em casas retomadas de beneficiários irregulares.

Em março, o Departamento Jurídico da Cohagra registrou 81 denúncias de irregularidades. Deste total, 12 casas estavam sendo alugadas e 19 foram vendidas. Segundo o diretor Marcos Jammal, como venda, aluguel ou abandono de imóveis do programa são proibidos foi ajuizada ação de retomada, com apoio do Ministério Público Federal, através do procurador Thales Messias Pires Cardoso. Outras cinco casas, que encontravam-se abandonadas, já foram retomadas e estão à disposição da Cohagra.

Das 47 famílias desabrigadas, a Companhia conseguiu atender 33, sendo que 20 não tinham para onde ir e foram encaminhadas para um abrigo, no qual estavam morando 31 adultos e 28 crianças. Além destas, havia sete famílias de ciganos e outras 20 famílias conseguiram moradias temporárias em outro lugar, fora do abrigo. Somente cerca de oito famílias não se enquadram nos requisitos do governo federal. Por isso, falta encaminhar apenas seis para uma nova moradia.

De acordo com Jammal, as 20 famílias receberam casas que foram retomadas nos bairros Copacabana, Parque dos Girassóis e Pacaembu, entre outros. “Nós notificamos todos os beneficiários e recentemente a ação foi publicada no Porta Voz. Tivemos o acompanhamento do Ministério Público Federal, o qual autorizou que déssemos a destinação social a estes imóveis e pudemos abrigar as famílias do Nova Estrela. Os imóveis retomados foram destinados a abrigar famílias que atendiam aos critérios do Minha Casa Minha Vida. Àquelas que não estavam dentro dos critérios não podíamos repassar para não promover novas irregularidades. A estas pessoas, o prefeito vai disponibilizar terrenos”, explica.

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