Enquanto tenta uma melhora de desempenho, o esporte brasileiro vive um ambiente caótico dos pontos de vista financeiro e administrativo
A um ano dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, que começam em 24 de julho de 2020, o esporte brasileiro se concentra numa competição mais próxima tanto em tempo quanto geograficamente, mas sem perder de vista o Japão. O Comitê Olímpico do Brasil (COB) não divulga meta de medalhas nem para os Jogos Pan-americanos de Lima, com abertura nesta sexta (26), nem para a Olimpíada do ano que vem.
Há o desejo, porém, de repetir o feito da Grã-Bretanha e tornar-se a segunda nação na história a superar na edição seguinte o resultado de quando sediou os Jogos Olímpicos. Em 2016, no Rio de Janeiro, o Brasil conquistou 19 medalhas, 7 delas de ouro.
Em que pese a dificuldade de se fazer uma projeção de pódios por enquanto, já que muitos esportes terão seus mundiais no segundo semestre, o cenário de evolução é factível.
Isso acontece principalmente graças à entrada de novas modalidades, como surfe e skate, no programa olímpico. O Brasil tem atualmente os campeões mundiais de surfe, Gabriel Medina, e de skate na categoria park, Pedro Barros.
Primeiro da sequência de Mundiais dos próximos meses, o de esportes aquáticos, em andamento na Coreia do Sul, mostrou que a nadadora Ana Marcela Cunha, 27, tem chances de disputar uma medalha na prova dos 10 km da maratona aquática. Em Gwangju, ela ficou na quinta colocação nessa distância (única disputada na Olimpíada). Venceu os 5 km e os 25 km.
Após o Pan serão realizados mundiais de canoagem, judô, basquete masculino, atletismo e ginástica, além do evento-teste da vela para os Jogos, no Japão.
Enquanto tenta uma melhora de desempenho, o esporte brasileiro vive um ambiente caótico dos pontos de vista financeiro e administrativo, com a queda dos investimentos.