
Clube aguarda avaliação jurídica para avançar com a Fever. (Foto/Arquivo)
O Corinthians está próximo de avançar em uma negociação comercial que poderá render até R$ 70 milhões ao clube ainda em 2026. O acordo está sendo discutido com a Fever, empresa interessada em assumir serviços prestados pela OneFan, incluindo a venda de ingressos e a administração do Fiel Torcedor. Entretanto, a operação depende de avaliação jurídica e da autorização do presidente Osmar Stabile.
A proposta da Fever prevê inicialmente R$ 50 milhões, distribuídos entre luvas contratuais, patrocínio e antecipação de receitas pela prestação de serviços. Outros R$ 20 milhões poderão ser disponibilizados caso o contrato definitivo seja assinado e sejam cumpridas as condições estabelecidas.
O memorando de entendimento já passou por diferentes departamentos do Corinthians e agora está sob análise jurídica. Caso o clube receba os primeiros R$ 50 milhões e não conclua o contrato definitivo, terá de devolver o dinheiro com acréscimo de 10%, conforme o documento.
Além da comercialização de ingressos, a Fever pretende administrar o Fiel Torcedor e seu aplicativo. A empresa também poderá assumir o controle de acesso à Neo Química Arena, atualmente realizado pela Ligatech. Outro atrativo é a cobrança de um percentual sobre a bilheteria inferior aos 6% exigidos pela OneFan.
MULTAS DIFICULTAM NEGOCIAÇÃO
O principal obstáculo está nos contratos que o Corinthians mantém com a OneFan. Segundo o UOL, os acordos preveem multas de aproximadamente R$ 40 milhões em caso de rescisão antecipada. A empresa afirma possuir exclusividade na venda de ingressos até 2032 e já notificou o clube sobre as consequências de um rompimento unilateral.
A OneFan sustenta que uma eventual rescisão exige aviso prévio de 12 meses, devolução proporcional das luvas e multa equivalente a dez vezes a média mensal de seu faturamento bruto nos últimos 12 meses. A companhia nega descumprimento contratual e afirma que existem pagamentos pendentes do Corinthians.
FALHAS NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO
Por outro lado, a direção corintiana considera possuir argumentos jurídicos para questionar as cobranças. O clube avalia possíveis falhas na prestação dos serviços e documentos relacionados a dívidas entre as partes.
A situação provoca divergências internas. Parte da diretoria defende enfrentar uma disputa judicial para viabilizar o acordo, enquanto outra prefere negociar uma saída amigável com a OneFan, evitando custos adicionais e complicações jurídicas.
A aproximação com a Fever começou por indicação de Marcelo Paz, ex-executivo do Corinthians, que conheceu a empresa na Espanha, em 2024. As conversas avançaram durante 2026, mas a assinatura do memorando ainda depende da decisão do presidente Osmar Stabile.