As experiências anteriores do Uberaba Sport Club com projetos envolvendo SAF foram citadas pelo presidente Rodrigo Alcino como motivo para redobrar o cuidado na avaliação da oferta apresentada pela Legado Gestão Desportiva e Participações. Em nota dirigida à torcida e à sociedade nesta segunda-feira (21), o dirigente afirmou que essas iniciativas não avançaram como esperado nem foram favoráveis aos interesses do clube.
A manifestação ocorre após a apresentação da proposta para aquisição de 90% das ações da SAF, com previsão de aportes de R$ 15 milhões em dez anos. Alcino reforçou que é favorável à discussão do modelo, mas ressaltou que essa posição não representa concordância com qualquer oferta. Não há decisão tomada nem compromisso firmado.
Segundo o presidente, a SAF pode contribuir para atrair investimentos, profissionalizar a gestão e melhorar a estrutura do Colorado. A avaliação da diretoria, porém, precisa considerar os benefícios e as garantias oferecidas, além dos possíveis impactos para o futuro do Uberaba.
O posicionamento reforça a cautela que Alcino já havia defendido na semana passada, quando questionou quanto do investimento anual ficaria disponível para o futebol profissional diante das despesas administrativas, das dívidas e dos custos das categorias de base. Agora, o dirigente também associa essa preocupação ao histórico de projetos que não atenderam às expectativas do clube.
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Na nota, Alcino defende que uma eventual transferência de controle só avance com segurança de que o projeto possa fortalecer o Uberaba e preservar sua história. A proposta permanece em análise pela diretoria e deverá ser encaminhada ao Conselho Deliberativo.
Apresentada pelo ex-presidente Publio Emilio Rocha, representante da Legado, a oferta prevê aportes de R$ 1,5 milhão por ano durante dez anos. Os 10% restantes das ações permaneceriam vinculados ao clube associativo. A proposta foi entregue ao Conselho Deliberativo e à direção do Uberaba na quinta-feira (17).
Também estão previstos pagamentos de até R$ 500 mil em dívidas relacionadas ao Campeonato Mineiro de 2026 e o tratamento de passivos históricos de até R$ 1,5 milhão, condicionado à comprovação e validação dos débitos.
O projeto inclui um novo Centro de Treinamento, com investimento estimado em R$ 10 milhões nos cinco primeiros anos, destinado ao futebol profissional, às categorias de base e ao futebol feminino. A execução dependeria da entrada de novos recursos e da disponibilidade financeira após o pagamento das despesas essenciais do clube.
A concretização do negócio depende das análises técnicas, das aprovações internas e da assinatura dos documentos definitivos.