Se em time que está ganhando não se mexe, naquele que está perdendo mexer muito também não é adequado
Se em time que está ganhando não se mexe - um velho preceito futebolístico -, naquele que está perdendo mexer muito também não é adequado, pois a chance de dar errado no fim do campeonato é significativa.
Em seu relatório mensal, o Observatório de Futebol Cies publicou um estudo sobre a rotatividade de jogadores nos clubes dos cinco principais campeonatos nacionais na Europa (Alemanha, Espanha, França, Inglaterra e Itália).
De acordo com esse levantamento, feito de 2005 a 2018, quanto mais jogadores um time utiliza em uma temporada, maior é a probabilidade de ter um desempenho ruim.
Desempenho ruim significa terminar o campeonato na parte de baixo (bem de baixo) da tabela. O rebaixamento costuma ser o "prêmio" à opção pelo rodízio descomedido.
O time recordista no uso de jogadores em uma única temporada é o Benevento, da Itália. Em 2017/2018, 41 atletas foram utilizados ao longo de 38 partidas. O resultado? Vigésimo e último colocado, e o retorno à segunda divisão.
Na sequência vêm o inglês Fulham-2013/2014, que recorreu a 39 jogadores, os italianos Parma-2014/2015, Pescara-2012-2013 e Sassuolo-2013/2014, e o francês Metz-2007/2008 (cada um escalando 38 jogadores).
Desses, todos tiveram campanhas vexatórias, que culminaram na queda para a Segundona, à exceção do Sassuolo, que escapou por muito pouco ao ficar em 17º lugar, somente uma posição acima da zona da degola.
"A grande diferença entre clubes que utilizam menos de 25 jogadores (1,61 pontos por jogo) e aqueles que usam mais de 32 (1 ponto por jogo) confirma o efeito prejudicial da alta rotatividade de atletas", conclui o estudo.