Ainda não há uma meta definida pelo COB para os Jogos de 2020. Por ora, o comitê fala em conquistar medalhas em mais de dez esportes
Alexandre Loureiro/COB
Atletas brasileiros conquistaram 171 medalhas no Pan de Lima
Depois de fazer a melhor campanha da sua história em números totais de medalhas e ouros nos Jogos Pan-Americanos, o esporte brasileiro vira a chave para encarar uma realidade mais difícil daqui a menos de um ano.
A Olimpíada de Tóquio-2020, de 24 de julho a 9 de agosto de 2020, será o maior teste para o país que sediou a última edição do evento mostrar em que patamar está no cenário esportivo mundial. Até hoje, só a Grã-Bretanha melhorou seu desempenho logo após receber os Jogos Olímpicos.
As 171 medalhas no Pan de Lima (55 ouros) e a vice-liderança no quadro de medalhas (posto que não ocupava desde 1963) do evento, encerrado no domingo (11), indicam uma evolução brasileira no contexto regional.
“Trabalhamos com pé no chão. Temos plena consciência do que são os Jogos Pan-Americanos em relação à Olimpíada. Alcançamos nossos objetivos e agora avaliaremos as dificuldades que vamos enfrentar para Tóquio”, disse Jorge Bichara, diretor de esportes do Comitê Olímpico do Brasil (COB).
O principal objetivo do país no Peru era obter o maior número possível de vagas em Tóquio. Conquistou 29 em nove das 14 modalidades onde elas estavam em jogo. No total, já são 104 brasileiros classificados.
Como almeja ter um bom desempenho geral no evento, mesmo na maioria dos esportes sem distribuição de vagas olímpicas pelo Pan, o Brasil levou a Lima o que tem de melhor – com poucas exceções, como no vôlei e judô.
Ainda não há uma meta definida pelo COB para os Jogos de 2020. Por ora, o comitê fala em conquistar medalhas em mais de dez esportes, repetindo o que fez em 2016.