ESPORTE

Após polêmica com Bolsonaro, seleção de vôlei proíbe expressões políticas coletivas

A tranquilidade trazida pela vitória no tie-break sobre a França, pela segunda rodada do Mundial masculino de vôlei, durou pouco

Folhapress
Publicado em 14/09/2018 às 21:48Atualizado em 17/12/2022 às 13:30
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A tranquilidade trazida pela vitória no tie-break sobre a França, pela segunda rodada do Mundial masculino de vôlei, durou pouc ontem, uma suposta manifestação de apoio de dois jogadores do time, Wallace e Maurício Souza, ao candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) virou polêmica nas redes sociais.

São duas imagens, ambas publicadas no Instagram oficial da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) e no site da FIVB (Federação Internacional de Vôlei) após as vitórias sobre o Egito, na estreia do torneio, na quarta (12), e diante dos franceses, no dia seguinte, respectivamente. Nelas, Souza e Wallace aparecem sinalizando com os dedos o número do presidenciável. Questionada se, de fato, tratava-se de uma manifestação de cunho político e se a CBV dava algum tipo de orientação aos integrantes da seleção a respeito deste tema, a entidade limitou-se a dizer que irá tomar providências para não permitir que aconteçam outras manifestações coletivas. 

"A CBV repudia qualquer tipo de manifestação discriminatória, seja em qualquer esfera, e também não compactua com manifestação política. Porém, a entidade acredita na liberdade de expressão e, por isso, não se permite controlar as redes sociais pessoais dos atletas, componentes das comissões técnicas e funcionários da casa. Neste momento, a gestão da seleção irá tomar providências para não permitir que aconteçam manifestações coletivas", disse em nota.

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