
Com Danilo, Bruno Guimarães e Gabriel Bontempo no meio-campo, Brasil teve maior presença ofensiva. (Foto/Montagem)
A mudança no meio-campo ajudou o Brasil a ganhar presença ofensiva na vitória por 4 a 2 sobre a Austrália, em Brisbane, com Carlo Ancelotti utilizando Danilo, Bruno Guimarães e Gabriel Bontempo no esquema 4-3-3.
Com três jogadores no setor, a Seleção conseguiu melhorar a construção das jogadas e ocupar melhor o campo de ataque, além de favorecer a participação dos laterais e criar novas opções de passe durante a saída de bola.
O primeiro gol mostrou essa movimentação, com Bruno Guimarães participando do início da jogada, Bontempo ajudando na progressão e Vanderson aparecendo para concluir após receber a assistência do meia.
O Brasil terminou a partida com 18 finalizações e 13 chutes dentro da área, além de registrar 30 ações na área adversária e vencer 54 duelos, números superiores aos apresentados no compromisso anterior.
A postura mais ofensiva, porém, também abriu espaços para a Austrália, principalmente nos primeiros 20 minutos, quando a equipe encontrou oportunidades em contra-ataques e aproveitou dificuldades brasileiras na recomposição.
Após o intervalo, Endrick entrou no lugar de Raphinha, enquanto Vini Jr. passou a ser mais acionado em profundidade, dando novas alternativas ao ataque brasileiro.
Bruno Guimarães marcou o terceiro gol depois de uma construção iniciada no campo defensivo e Vini Jr. completou o placar em cobrança de pênalti.
A formação com três jogadores no meio aumentou as possibilidades ofensivas do Brasil, mas também mostrou a necessidade de ajustes defensivos para que Ancelotti encontre maior equilíbrio neste início de ciclo.