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Invicta na Copa América, a Argentina voltou à ponta do grupo A porque soma, agora, sete pontos, dois a mais que o Chile. O duelo da noite passada foi marcante para Lionel Messi. O camisa 10 chegou a 147 partidas pela seleção argentina e igualou Mascherano
A Argentina fez mais um jogo pragmático na Copa América, o suficiente para vencer mais uma partida, retomar a liderança do Grupo A e se garantir antecipadamente às quartas de final. Com mudanças no ataque, os argentinos derrotaram o Paraguai por 1 a 0 no Mané Garrincha, em Brasília. O gol que assegurou o triunfo foi marcado pelo atacante Papu Gómez, uma das novidades do técnico Lionel Scaloni, que decidiu rodar parte do elenco e fez seis modificações em relação ao duelo anterior.
Invicta na Copa América, a Argentina voltou à ponta do grupo A porque soma, agora, sete pontos, dois a mais que o Chile, vice-líder e que ficou provisoriamente no primeiro lugar por poucas horas. Está, assim como o Brasil, garantida com antecedência no mata-mata.
O Paraguai tem três pontos e aparece no terceiro lugar da chave. Foi o segundo compromisso da equipe no torneio, já que havia folgado na segunda rodada.
Na próxima rodada, a quarta da fase de grupos, a Argentina folga e o Paraguai encara o Chile, quinta-feira, novamente no Mané Garrincha, em Brasília, de olho na vice-liderança do grupo.
O duelo desta noite foi marcante para Lionel Messi. O camisa 10 chegou a 147 partidas pela seleção argentina e igualou Mascherano como o atleta que mais vezes vestiu a camisa albiceleste em torneios oficiais.
A Argentina não tem precisado ser brilhante para se manter invicta na Copa América. Nesta segunda-feira, teve bons momentos na primeira etapa, foi muito mal no segundo, em que limitou-se a se defender, mas conseguiu administrar a vantagem que conseguira no início e deixou o gramado com mais um triunfo.
Ainda que não jogue um futebol de encher os olhos, os argentinos contam com jogadores capazes de decidir uma partida, o que já não se encontra no elenco paraguaio. Scaloni resolveu fazer experiências e mudou, a exceção de Messi, todos os homens do ataque. O técnico deu oportunidade para Papu Gómez, Di Maria e Aguero serem titulares pela primeira vez na competição. Os dois primeiros aproveitaram a chance, ao contrário do segundo.
Papu Gómez e Di Maria foram decisivos para o resultado. Saiu dos pés do meia do PSG a assistência para o gol anotado pelo atacante do Sevilla que garantiu a vitória em Brasília. E foi um golaço, que também contou com a participação de Messi.
O craque do Barcelona entortou o marcador e tocou para Di Maria, que ameaçou o arremate e deu ótima enfiada para Papu. Ele teve muita categoria para tocar por cima do goleiro e balançar as redes aos nove minutos do primeiro tempo.
Não faltaram à seleção paraguaia luta, empenho e dedicação. Mas faltou qualidade técnica na busca pelo empate. Contra uma defesa bem armada, o time de Eduardo Berizzo careceu de criatividade e quase não levou perigo ao gol defendido por Antony Silva, especialmente no primeiro tempo.
ARGENTINA - Emiliano Martínez; Molina, Pezzella, Romero e Tagliafico; Paredes (Domínguez), Guido Rodríguez e Papu Gómez (De Paul); Messi, Di Maria (Ángel Correa) e Aguero. Técnic Lionel Scaloni
PARAGUAI - Antony Silva; Alberto Espínola, Gustavo Gómez, Júnior Alonso e Arzamendia; Piris da Motta (Richard Sánchez), Cubas (Ángel Lucena) e Almirón; Romero Gamarra (Óscar Romero), Ávalos (Samudio) e Ángel Romero (Carlos González). Técnic Eduardo Berizzo.
GOL - Papu Gómez, aos nove minutos do primeiro tempo. URUGUAI E CHILE EMPATAM, POR 1 A 1, EM CUIABÁ, PELA 3ª RODADA DA COPA AMÉRICA
A seleção do Uruguai fez o primeiro gol e conquistou seu primeiro ponto, mas ainda não venceu na Copa América, após empatar, por 1 a 1, com o Chile, nesta segunda-feira, em Cuiabá, pela terceira rodada do Grupo A. Com este resultado, os chilenos somam cinco pontos e voltam a atuar quinta-feira, em Brasília, diante do Paraguai. Já os uruguaios jogam no mesmo dia, de novo em Cuiabá, diante da Bolívia.
Em menos de dez minutos de partida, o Uruguai conseguiu criar três boas oportunidades para abrir o placar, todas articuladas pelo meia Arrascaeta. Em duas delas, o goleiro Bravo realizou belas defesas. Apesar do domínio uruguaio, foi o Chile que abriu o placar, aos 26 minutos.
Em rápida tabela, Vargas tocou para Brereton, que devolveu para o atacante. O jogador do Atlético Mineiro invadiu a área e emendou uma bomba, sem defesa para o goleiro Muslera. Foi o 14º gol do atleta, que se aproxima dos lendários Noberto Mendéz, da Argentina, e Zizinho, do Brasil, autores de 17 gols na competição sul-americana.
Mesmo à frente no placar, o Chile permaneceu recuado, sofrendo uma pressão menor por parte do Uruguai, ressentido por ter sofrido o gol. Cavani, nos acréscimos, finalizou pela primeira vez com perigo, mas errou o alvo.
A etapa final foi muito mais interessante. O Uruguai se lançou ao ataque, mas mostrou problemas na recomposição do setor defensivo. Já o Chile ficou sem Vargas, machucado, e não teve habilidade para aproveitar os contra-ataques. Brereton e Arriagada falharam.
Mas contou com o oportunismo de Suárez para acabar com jejum de quatro jogos sem marcar. O atacante do Atlético de Madrid venceu a disputa com Vidal e empatou a partida, aos 21 minutos. O experiente chileno acabou deixando o gramado contundido.
A vitória esteve mais perto do Uruguai, após oportunidades desperdiçadas por Cavani e Suárez, mas o empate foi o resultado mais justo.
URUGUAI - Muslera; Giovanni González (Cáceres), Giménez, Godín e Viña (Jonathan Rodríguez); Vecino (Torreira), Valverde, Arrascaeta (Facundo Torres) e De La Cruz (Nández); Luis Suárez e Cavani. Técnic Óscar Tabárez.
CHILE - Bravo; Isla, Sierralta, Medel e Maripán (Roco), Mena; Vidal (Alarcón), Pulgar e Charles Aránguiz; Vargas (Meneses) e Brereton (Arriagada). Técnic Martín Lasarte.
GOLS - Vargas, aos 26 minutos do primeiro tempo. Suárez, aos 21 do segundo.