
Maradona morreu aos 60 anos de um ataque cardíaco em sua casa, em Tigre, na Argentina (Foto/Arquivo)
A Justiça da Argentina decidiu levar a julgamento o advogado Matías Morla e as irmãs de Diego Armando Maradona, Rita Mabel e Cláudia Norma, por suspeita de fraude na administração das marcas ligadas ao nome do ex-jogador, morto em 2020.
A decisão foi tomada pelo Tribunal Penal e Correcional Nacional N°43, que rejeitou recursos apresentados pelas defesas dos réus. O processo teve início em 2021, após denúncia feita por Dalma e Gianinna Maradona, filhas do ex-atleta.
Além dos três principais acusados, outras pessoas também respondem no processo, sob suspeita de participação em uma suposta estrutura voltada à gestão irregular de direitos comerciais associados ao nome de Maradona.
De acordo com a investigação, marcas do ex-jogador teriam sido transferidas para uma empresa registrada em nome do advogado, sem a devida devolução aos herdeiros legais, mesmo após determinações judiciais. A apuração aponta ainda que movimentações societárias teriam reduzido o patrimônio hereditário e impedido o controle dos bens pela família.
O caso ocorre paralelamente a outros processos envolvendo a morte de Maradona, incluindo o julgamento de profissionais de saúde acusados de negligência no atendimento ao ex-jogador.