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Maria Carolina Santiago voltou a ter excelente desempenho numa prova da Paralimpíada de Tóquio. A nadadora brasileira já tinha um ouro e um bronze no Japão, e conquistou mais uma medalha dourada
EM 6 DIAS DE PARALIMPÍADA, BRASILEIROS FATURAM QUASE R$ 3 MI EM PREMIAÇÃO DO CPB
Por Caio Possati, especial para a AE
Para os atletas nos Jogos de Tóquio, subir ao pódio não significa receber apenas uma medalha, mas também ganhar uma premiação em dinheiro em reconhecimento aos feitos esportivos que realizaram. Na Paralimpíada até o momento, os atletas brasileiros conseguiram um total de R$ 2.950.400 em premiações pelos 35 pódios conquistados (10 ouros, 5 pratas, 15 bronzes), que colocam o País na 6ª colocação do quadro de medalhas.
Antes do início dos Jogos Paralímpicos, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) anunciou que iria pagar R$ 160 mil para cada medalhista de ouro em modalidades individuais, R$ 64 mil para o medalhista de prata e R$ 32 mil para bronze. Em modalidades disputadas de forma coletiva, por equipes, revezamentos e em duplas, o ouro vale R$ 80 mil para cada atleta, a prata, R$ 32 mil, e o bronze, R$ 16 mil.
Individualmente, alguns atletas vão conseguir faturar mais do que os R$ 160 mil destinado ao campeão paralímpico. Isso porque disputaram mais de uma prova e tiveram o êxito de ficar entre os três primeiros mais de uma vez. São os casos dos nadadores Gabriel Bandeira, Gabriel Araújo, Maria Carolina Santiago e Daniel Dias.
Com um ouro individual, uma prata e um bronze em revezamento, Bandeira é, até agora, o atleta brasileiro que mais vai receber em premiação pelas três medalhas: R$ 240 mil. Já Gabriel Araújo, que detém uma medalha de ouro e uma de prata, vai receber R$ 224 mil.
COM DUAS REPRESENTANTES NA FINAL DOS 100M, BRASIL ACABA SEM MEDALHA
Tudo deu errado para o Brasil na final feminina dos 100 metros da classe T11 (cegos) na Paralimpíada de Tóquio. Como as atletas precisam do guia para correr, apenas quatro corredoras disputavam a decisão nas oito raias. Duas eram brasileiras, Jerusa Geber e Thalita Simplício. Ou seja, pelo menos uma medalha de bronze estaria garantida. Mas o País acabou sem nenhuma.
Recordista mundial, Jerusa era considerada favorita para o ouro, mas deu azar logo no início e a corda que a ligava ao guia acabou se rompendo. Nem chegou a completar a prova, e as câmeras mostraram que ela chorava copiosamente após o término.
O ouro ficou com a venezuelana Linda Pérez López, com o tempo de 12s05, e a prata com a chinesa Cuiqing Liu, que anotou 12s05. Thalita Simplício chegou em terceiro e ficaria com o bronze, mas acabou desclassificada após ser verificado que a corda que a ligava ao guia acabou caindo no final. Dessa forma, a prova terá apenas medalha de ouro e prata e o Brasil acabou sem nenhuma.NA PARALIMPÍADA DE TÓQUIO, BRASIL JÁ IGUALA MEDALHAS DE OURO DO RIO-2016
Maria Carolina Santiago voltou a ter excelente desempenho numa prova da Paralimpíada de Tóquio. A nadadora brasileira já tinha um ouro e um bronze no Japão, e conquistou mais uma medalha dourada, agora nos 100 metros livre da classe S12 (atletas com deficiência visual, mas que não são totalmente cegos). A conquista faz o Brasil igualar o número de campeões da edição dos Jogos do Rio-2016, que foram 14. Nos 200m medley da classe S14 (deficientes intelectuais), Gabriel Bandeira ficou em segundo lugar e subirá ao pódio pela quarta vez - ele já tinha uma medalha de cada cor.
Com a medalha de ouro de Maria Carolina, o Brasil já igualou o número de ouros conquistados na Paralimpíada do Rio, em 2016, que foi 14, embora esteja atrás no total de pódios. Com mais cinco dias de competições em Tóquio, é possível que o Brasil busque o melhor resultado da história, as 21 medalhas douradas conquistadas em Londres-2012.