
Balanço de 2025 foi validado após votação com divergências internas no clube (Foto/Arquivo JM)
O Corinthians teve as contas de 2025 aprovadas pelo Conselho Deliberativo após votação realizada no Parque São Jorge. O placar foi de 108 votos favoráveis e 75 contrários.
O resultado veio em meio a divergências entre conselheiros, principalmente por causa de um acordo firmado em 2026 que reduziu parte da dívida do clube. O período analisado inclui a gestão de Augusto Melo até maio, quando houve impeachment, e a administração de Osmar Stabile no restante do ano.
O balanço aponta déficit de R$ 143,4 milhões no exercício. A dívida total chegou a R$ 2,72 bilhões. Já o patrimônio líquido permaneceu negativo em R$ 774 milhões.
A auditoria independente recomendou a aprovação com ressalvas. Entre os pontos citados estão a dependência de renegociações para manter as operações e a necessidade de reforço na fiscalização interna das finanças.
Antes da votação, também houve parecer favorável com ressalvas por parte dos conselhos Fiscal e de Orientação. Mesmo sem poder de decisão final, esses relatórios foram considerados pelos conselheiros.
Um documento chegou a circular defendendo a reprovação total das contas. Entre as críticas estavam gastos acima do orçamento revisado, falta de detalhamento das despesas e a inclusão de um acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.
Esse acordo reduziu uma dívida de R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões com abatimento de juros e multas. Segundo a auditoria, esse valor não deveria constar no balanço por ter sido firmado apenas em 2026.
A situação financeira segue preocupante para o ano seguinte. O clube antecipou R$ 76 milhões em receitas de patrocínio para manter o fluxo de caixa. Além disso, a dívida com o banco Daycoval aumentou de R$ 111,3 milhões em janeiro para R$ 132,1 milhões em fevereiro, em operações ligadas a contratos com a Nike.