O ataque do Atlético-MG caiu de rendimento e deixou de ser o melhor do Campeonato Brasileiro. Com apenas um gol nos quatro últimos jogos, o setor ofensivo passa a conviver com críticas. A falta de gols ainda deixa o time ameaçado no G-6 do torneio.
Em 12 partidas disputadas no segundo turno do Brasileiro, o Atlético marcou 12 gols - média de um por jogo. O número da primeira metade do torneio é bem superior. Em 19 rodadas, o time então comandado por Thiago Larghi marcou 36 vezes -1,89 tento por compromisso.
A situação é ainda pior quando o recorte é mais recente. Em outubro, acumulou três derrotas e um empate - só anotou gol no último revés, por 2 a 1, contra o Ceará. Hoje, embora tenha 48 gols, um a menos que o Flamengo, líder no quesito, o time alvinegro vive dificuldades para se reencontrar ofensivamente.
O desempenho ruim do ataque permitiu a aproximação de adversários e a consequente ameaça à vaga na Libertadores de 2019. Tranquilo na sexta posição no início do mês, o Atlético viu o Santos diminuir uma diferença de nove pontos em quatro rodadas - os dois têm 46, com vantagem atleticana no número de vitórias.
A queda de rendimento, de acordo com o goleiro Victor, é explicada pelas baixas sentidas desde a última janela de transferências. Na ocasião, o time perdeu Bremer e Róger Guedes, negociados para o exterior. Gustavo Blanco ainda sofreu uma lesão no joelho, foi operado e só retorna aos gramados em 2019.