
Santos enfrenta dois meses de atraso nos direitos de imagem dos jogadores. (Foto/IA)
O Santos atravessa uma semana de dificuldades administrativas e financeiras, apesar do momento de tranquilidade vivido pela equipe dentro de campo. Duas condenações confirmadas nos últimos dias representam aproximadamente R$ 33 milhões em pagamentos, enquanto os direitos de imagem dos jogadores também estão atrasados.
A Corte Arbitral do Esporte (CAS) manteve a decisão da Fifa que determina o pagamento de cerca de R$ 15 milhões ao técnico Pedro Caixinha e aos integrantes de sua comissão técnica. A cobrança está relacionada à demissão ocorrida em abril de 2025 e deverá ser quitada à vista.
Outro problema envolve o Cuiabá. A Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) condenou o Santos a pagar R$ 18,6 milhões por questões relacionadas à contratação do zagueiro Joaquim, realizada em fevereiro de 2023, e à posterior transferência do jogador para o Tigres, do México, em janeiro de 2025.
O Santos decidiu recorrer dessa cobrança no Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem (CBMA), pois considera incorretos os valores apresentados. A equipe jurídica do clube já prepara o recurso.
Paralelamente às condenações, o clube deixou de depositar os direitos de imagem do elenco profissional referentes a agosto, chegando a dois meses de atraso. O presidente Marcelo Teixeira reconheceu a pendência, mas ainda não há uma data definida para o pagamento.
A diretoria estabeleceu como primeira prioridade conseguir recursos para regularizar os valores devidos aos jogadores. Depois, pretende buscar uma solução para a dívida com a comissão de Pedro Caixinha, ainda sem definição sobre a origem dos recursos.
O não pagamento da condenação ligada ao treinador dentro do prazo determinado poderá provocar um novo transfer ban. O prazo para a quitação não foi informado no material.
O cenário ocorre em um momento no qual a dívida real do Santos já ultrapassa R$ 1,2 bilhão, conforme parecer do Conselho Fiscal referente ao segundo trimestre de 2026.
Mesmo diante das dificuldades, a diretoria mantém confiança na possibilidade de administrar as pendências. A gestão lembra que já conseguiu solucionar outros transfer bans e, mais recentemente, pagou R$ 12 milhões ao Monaco com auxílio da NR Sports, empresa da família de Neymar, que recebeu em troca seis espaços no uniforme da equipe principal para comercialização de patrocínios.