
Presidente do Flamengo afirmou que a Libra pretende renegociar acordos de transmissão nos próximos anos. (Foto/Reprodução)
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, afirmou que a participação da CBF será importante para a criação de uma liga unificada no futebol brasileiro. A declaração foi feita durante palestra no São Paulo Innovation Week.
Segundo o dirigente, a entidade pode colaborar na estruturação do projeto e ajudar na valorização comercial da competição. Bap afirmou que o futebol brasileiro precisa melhorar a forma como vende seu produto para aumentar receitas.
Durante o evento, o presidente rubro-negro também declarou que a Libra pretende renegociar os contratos de direitos de transmissão com a Globo. Ele criticou os modelos atuais de divisão de receitas e disse que os acordos precisam ser revistos.
Bap citou como exemplo o impacto financeiro causado pelo rebaixamento de clubes, afirmando que a perda de receita é significativa sem compensação proporcional em outros cenários.
O dirigente também comentou o fantasy game Cartola e afirmou que os clubes não recebem valores pela utilização das marcas na plataforma.
Outro tema abordado foi o acordo firmado entre Flamengo e os demais clubes da Libra, que garantiu ao clube carioca R$ 150 milhões referentes aos direitos de transmissão após disputa judicial.
Segundo Bap, o Flamengo defendia um reconhecimento maior do peso do clube em indicadores de audiência e pay-per-view. Ele afirmou que o acordo foi fechado em um valor menor porque o clube deseja colaborar na construção de uma liga unificada.
Ao falar sobre a saída do Palmeiras da Libra, o presidente afirmou não ter problemas com Leila Pereira, mas ressaltou que o clube paulista não terá aumento nos valores caso um novo contrato mais vantajoso seja fechado futuramente.
Bap também comentou a meta de tornar o Flamengo uma referência dominante no futebol brasileiro. O clube alcançou faturamento de R$ 2 bilhões em 2025, temporada em que conquistou Libertadores, Campeonato Brasileiro, Campeonato Carioca e Supercopa Rei.
Para o dirigente, o futebol nacional precisa ampliar receitas e buscar espaço entre as principais ligas do mundo.