Não é exagero dizer que as últimas quatro corridas se tornaram históricas para a presença da Honda na Fórmula 1
Não é exagero dizer que as últimas quatro corridas se tornaram históricas para a presença da Honda na Fórmula 1. Tudo começou com a vitória de Max Verstappen no dia 30 de junho, justamente quando o vice-presidente da montadora japonesa, Seiji Kuraishi, tinha viajado até o interior da Áustria para se reunir pessoalmente com a cúpula da Red Bull no circuito que é de propriedade da empresa de energéticos.
Kuraishi nunca viu com bons olhos o alto investimento na Fórmula 1 e estava preocupado, assim como os acionistas, com o andamento das negociações para as novas regras da categoria, que vão estrear em 2021.
Mas Max Verstappen venceu o GP da Áustria por puro ritmo, em um circuito no qual a eficiência do motor em altitude é testada e em uma tarde de muito calor, o que atingiu em cheio os rivais. A vitória mostrou que o motor Honda tinha, sim, qualidades que os outros não tinham, de eficiência, resfriamento e tamanho.
E os tais dias como aquele se repetiram: três semanas depois, na Alemanha, Verstappen ganhou de novo, desta vez na Alemanha, sob chuva e mostrando outro ponto forte do motor Honda: a dirigibilidade. E, no último fim de semana, o holandês esteve próximo de vencer de novo, sendo ultrapassado por Lewis Hamilton nas voltas finais. Porém, mais importante do que isso foi a pole position.
Assim, apesar do contrato ainda não estar fechado, é dada como certa a permanência da Honda na F1 além de 2020, algo fundamental para a Red Bull tentar que o próprio Verstappen renove seu contrato, que também acaba no fim do ano que vem.