ESPORTE

Boca e River empatam no jogo de ida na final da Libertadores

Decisão da Liberta de 2018 é a primeira entre dois times da mesma cidade na história

Sylvia Colombo / Folhapress
Publicado em 12/11/2018 às 06:44Atualizado em 17/12/2022 às 15:24
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Divulgação/Conmebol

Empate em La Bombonera deixa tudo aberto para finalíssima do torneio continental

Terminou com um empate em 2 a 2 a primeira partida da final da Copa Libertadores, neste domingo (11), entre Boca Juniors e River Plate, em La Bombonera. A definição, agora, ficou para o próximo dia 24, no Monumental de Nuñez, estádio do River Plate.

Quem vencer, fica com o título. Novo empate levará a decisão para os pênaltis. Ao contrário do que aconteceu em fases anteriores, na final o gol fora de casa não é critério de desempate.

A partida, que iniciou morna, esquentou a partir dos 25 minutos do 1º tempo, quando a torcida do Boca já começava a se impacientar com os seguidos erros de passes de sua equipe, os ataques mais organizados do River e com a contusão de Pavón, que acabou saindo para a entrada de Benedetto.

O primeiro gol do Boca, marcado por Ábila, reacendeu a torcida, e todo o estádio começou a cantar e a gritar cada vez mais alto. Assim, quem estava distraído mal percebeu o empate do River, que ocorreu pouco mais de um minuto depois do gol boquense, em finalização de Lucas Pratto.

Como o jogo teve apenas uma torcida presente (no futebol argentino a entrada de visitantes é proibida desde 2013) a única comemoração do River Plate em seus gols foi dos jogadores entre si.

Depois de tomar o segundo gol, anotado por Benedetto, o River voltou para o segundo tempo atacando mais, abandonando a linha de defesa com cinco jogadores plantados atrás, como haviam iniciado o primeiro tempo. Assim, chegaram ao segundo gol, depois de uma cobrança de falta em que um defensor do Boca, Izquierdoz, acabou desviando, fazendo gol contra.

Quando o empate parecia consolidado, os dois times fizeram alterações na tentativa de reanimar a partida. O Boca colocou em campo Carlos Tévez, o River, o colombiano Quintero. As mudanças, porém, não surtiram efeito.

A final da Libertadores de 2018 é a primeira, na história, entre dois times da mesma cidade. Será a 21ª conquista de uma equipe de Buenos Aires. Se o Boca Juniors for campeão no próximo dia 24, vai igualar o Independiente como o maior campeão continental da história, com sete títulos. O River pode chegar ao seu quarto troféu.

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