Quatro dias após a polêmica expulsão de Dedé, do Cruzeiro, na Bombonera, em jogo válido pelas quartas de final da Copa Libertadores, o Boca Juniors perdeu no domingo o clássico para o River Plate, por 2 a 0, em casa, pelo Campeonato Argentino. Pity Martínez e Ignacio Scocco marcaram os gols da equipe visitante.
O Boca reclamou da não marcação de pelo menos dois pênaltis contra o rival. A reclamação acontece quando o clube está no centro das atenções pelo controverso cartão vermelho para o zagueiro brasileiro, na vitória argentina por 2 a 0 pelo torneio continental.
A revolta cruzeirense com o ocorrido no último dia 19 ganhou coro, inclusive, de torcedores de outros times do país, que creem em suposto favorecimento ao Boca Juniors por parte da Conmebol pelo clube, na visão desses torcedores, força política sobre a entidade que controla o futebol sul-americano. Mas não é só no cenário internacional que a equipe enfrenta essa visão.
No futebol local, o Boca é acusado de proximidade com as autoridades da AFA (Associação do Futebol Argentino). O presidente do clube, Daniel Angelici, e o mandatário da AFA (Associação de Futebol Argentino), Claudio Tapia, são vistos com frequência juntos. Tapia é torcedor do Boca. Angelici é vice de associação.