Etiene Medeiros e Daiene Dias faturaram medalha de bronze no Mundial de natação
Satiro Sodré/SSPRESS/CBDA
Etiene Medeiros e Daiene Dias faturaram medalha de bronze no Mundial de natação
A natação brasileira feminina nunca havia subido ao pódio em provas de distâncias olímpicas. Não até esse domingo, no último dia de disputas do Mundial de piscina curta de Hangzou, na China.
Primeiro com Daiene Dias, nos 100m borboleta, e depois com Etiene Medeiros, nos 50m livre, o tabu está quebrado. As duas, que são colegas de quarto na competição, faturaram medalhas de bronze.
Felipe Lima, nos 50m peito, também ficou em terceiro. O revezamento 4 x 100m medley masculino, que tinha esperança de medalha, terminou em quarto.
Aos 29 anos, Daiene é a mais experiente das nadadoras brasileiras de alto rendimento. Na final, apostou em uma estratégia de passar forte os primeiros 50 metros, em primeiro, até perdeu velocidade, mas só ficou atrás das duas norte-americanas. O bronze veio com 56s31, a apenas 0s09 da prata, com novo recorde sul-americano.
Daiene é uma atleta da mesma geração de César Cielo, Thiago Pereira, Felipe Lima e Kaio Márcio, que ganhou protagonismo a partir do Pan Rio-2007, quando se tornou recordista sul-americana dos 100m borboleta aos 18 anos.
No ano seguinte, perdeu o recorde e o protagonismo da prova para Daynara de Paula, com quem passou a se revezar como campeã brasileira. Na última década, nas vezes em que chegou à seleção, Daiene o fez como coadjuvante. Nos últimos dois Mundiais de piscina curta, havia sido oitava colocada.
Agora, aos 30 anos, vive a melhor fase da carreira, treinando no Espírito Santo (estado natal) e representando o Flamengo. Em agosto, foi prata no Mundial Militar na Rússia, voltou correndo para o Brasil, direto para a piscina, e fez um grande tempo no Troféu José Finkel. No Mundial, fez três vezes a melhor marca da sua vida: nas eliminatórias, na semifinal e na final.