
O dinheiro virá, mas seu uso será limitado (Foto/IA)
O governo federal negocia a criação de uma linha de crédito de até R$ 20 bilhões destinada a clubes de futebol e Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs).
A proposta ganhou força após a Medida Provisória que proíbe a operação de casas de apostas online no Brasil e vem sendo chamada de Programa Nacional de Reestruturação Financeira do Futebol Profissional.
A iniciativa pretende permitir que os clubes substituam dívidas mais caras por financiamentos com juros do BNDES, sem perdão dos débitos existentes.
Os recursos previstos para o programa viriam do superávit financeiro de 2025, e a intenção é apresentar a medida aos clubes antes de encaminhá-la para votação no Congresso.
DINHEIRO TERÁ USO LIMITADO
Os empréstimos seriam oferecidos por bancos habilitados, que também ficariam responsáveis pelo risco de crédito, sem que a União assumisse esse compromisso.
Os recursos poderiam quitar dívidas trabalhistas, direitos de imagem, débitos com Receita Federal, INSS e FGTS, além de empréstimos bancários e obrigações cíveis.
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Por outro lado, o dinheiro não poderia ser destinado ao pagamento de salários correntes, contratação de jogadores, despesas operacionais ou distribuição de lucros e dividendos aos proprietários de SAFs.
O descumprimento das condições ou o atraso das parcelas poderia provocar o vencimento antecipado da dívida e a retirada do clube do programa.
PRAZO PODE CHEGAR A 20 ANOS
A proposta estabelece prazo de até 20 anos para pagamento dos financiamentos, com dois anos de carência, e em determinadas situações os valores poderiam ser repassados diretamente aos credores.
A negociação avançou diante da estimativa de que o fim das bets possa retirar cerca de R$ 1 bilhão por ano do futebol apenas em patrocínios diretos.
O impacto ainda poderia alcançar publicidade em placas, propagandas na televisão e direitos de nome de competições.
Dirigentes de clubes já discutiram o assunto com o governo em uma reunião realizada há cerca de um mês, com participação de representantes de Internacional e Corinthians e articulação da CBF.