O rompimento do São Paulo com a Federação Paulista de Futebol pode ir além da saída de seu representante, Ataíde Gil Guerreiro – que se demitiu do cargo de vice-presidente da FPF –, e da não-participação nas reuniões da entidade. A indisposição do hexacampeão nacional com o órgão que dirige o futebol no Estado pode levar o clube a usar um time reserva no Campeonato Paulista. A diretoria do clube cogita colocar a competição em segundo plano e priorizar a preparação para a Libertadores. Seria uma forma de o São Paulo demonstrar seu descontentamento com a entidade sem descumprir contratos. "Não temos mais nenhuma relação amistosa com a federação. Mas isso não significa que nós vamos nos desfiliar, que vamos deixar de disputar o Paulista. Até porque temos respeito com os patrocinadores da competição, inclusive uma rede de televisão com a qual assinamos um contrato", diz João Paulo de Jesus Lopes, diretor de futebol do clube. Indício de que a ameaça do clube pode ser real é a alteração na programação de 2009. A reapresentação dos atletas, que estava marcada para o dia 8 de janeiro, foi alterada para o dia 12. A estréia do clube no Paulista é dia 21, contra o Ituano. O clube tricolor não acredita que a utilização de um time de segunda linha no Paulista possa trazer prejuízo financeiro. "Nossa torcida não costuma ir em peso no Paulista. Ao invés de 5.000 torcedores, teremos 3.000 nos jogos", cogita Marco Aurélio Cunha, superintendente de futebol.