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Equatoriano reconhece que não consegue repetir as boas exibições constantemente
O meia Cazares alterna altos e baixos com a camisa do Atlético. A irregularidade, marca de sua passagem pelo clube, que começou em 2016, ainda não foi superada. O equatoriano reconhece que não consegue repetir as boas exibições constantemente, mas tem uma explicação para que isso aconteça. Para o camisa 10, a forte marcação dos adversários impede que ele brilhe com frequência no Galo.
Reconhecidamente no futebol brasileiro como um jogador de técnica acima da média, Cazares sempre atrai olhares dos marcadores. Para o meia, os treinadores adversários tentam anulá-lo dos jogos colocando um ou até mesmo dois atletas em sua marcação.
“Às vezes fico mais solto, aí dá para jogar mais. Mas tem treinadores que mandam um cara (marcador) ficar só comigo (na marcação). Aí é difícil, porque o cara só fica comigo e, onde eu vou, ele está ali. Aí é difícil de jogar, de administrar o jogo. Sempre tem um cara ou dois na minha marcação, nunca me deixam solto. Às vezes, vou lá em cima com Ricardo (Oliveira) para ficar mais perto dele, mais perto da área, aí a bola não chega em mim. É difícil. Muitos torcedores de fora não veem isso. Mas aqui dentro a gente vê outra coisa. Então, fico tranquilo. Sei que às vezes, quando estou solto, tento fazer o melhor”, disse o jogador, que ressaltou as boas jogadas quando tem espaço para criar.
No jogo contra o Fluminense, que marcou a reestreia de Levir Culpi pelo clube, Cazares jogou em um posicionamento diferente. O equatoriano atuou mais avançado, próximo a Ricardo Oliveira, sem tanto comprometimento com a marcação e com a saída de bola. O jogador ressaltou que quer essa liberdade para atuar pelo Atlético.