Pelo segundo ano consecutivo, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) precisará de socorro financeiro para realizar o campeonato mais importante de sua principal modalidade, a nataçã o Troféu Brasil, que vai ocorrer no Parque Aquático Maria Lenk, no Rio. E, novamente, quem estenderá a mão será o Comitê Olímpico do Brasil (COB).
Para a edição de 2018, o comitê vai custear serviços de locação de equipamentos, materiais e montagem da estrutura, serviços de limpeza e manutenção da competição e material de divulgação e identificação - toda verba advém da Lei Agnelo/Piva, que repassa porcentagem da arrecadação bruta das loterias federais ao esporte olímpico nacional.
Não menos importante, a entidade também vai ceder o uso do parque aquático nos dias de competição, cuja administração lhe cabe. O COB não precisou quanto isso representa em dinheiro, mas assumir tais serviços foi crucial para garantir o evento.
A situação foi parecida na edição do ano passado, quando o comitê desembolsou cerca de R$ 100 mil para completar o custo total da competição, que girou em torno de R$ 450 mil.
Além da ajuda do COB, a CBDA afirmou que vai gastar R$ 345 mil para realizar o Troféu Brasil de 2018. Do total, R$ 144 mil vêm da verba de patrocínio dos Correios e R$ 201 mil de convênio com o Ministério do Esporte.
A edição é a primeira sob responsabilidade da nova gestão da confederação, liderada por Miguel Cagnoni, que foi eleito em dois pleitos, em junho do ano passado e fevereiro último.