Completados quatro meses do seu início de trabalho como técnico do São Paulo, Rogério Ceni entende que manter todo o seu elenco motivado é o maior desafio que tem na nova profissão que escolheu exercer após sua aposentadoria. Até por isso, como já havia dito anteriormente, o comandante mostrou-se em entrevista coletiva ontem, no CT da Barra Funda, favorável a ter um elenco mais enxuto para a sequência da temporada.
“Todo trabalho que você tem um grande número de pessoas é desafiador. Você tem de escolher 11. O desafio é manter os outros 23 motivados ou a grande maioria deles. Ontem fez quatro meses que iniciei meu trabalho e consegui rodar todo o grupo porque tinha o Paulista. Agora, especificamente no mês de maio, temos poucos jogos. O que é ingrato. Ficamos tanto tempo sem jogar e agora jogaremos pouco em maio. No mês de junho, serão partidas mais consecutivas. O desafio é manter todo mundo motivado. Por isso que sempre cito que é importante trabalhar com um elenco mais enxuto. Todos estão participando dos treinos com a mesma intensidade, mas é impossível dar a mesma atenção para 34 jogadores”, analisou.
Até por isso, alguns jogadores deverão ser emprestados, como é provável que aconteça com Neílton e Breno. Além deles, Chavez e João Schmidt não permanecerão no segundo semestre. O argentino voltará para o Boca Juniors e o volante já tem um acerto com a Atalanta, da Itália.
Por outro lado, Ceni ainda espera a chegada de dois jogadores. Um deles seria para atuar ao lado de Cueva no meio-campo. Especulado, o nome de Nenê, do Vasco, foi elogiado por Ceni, que, no entanto, brecou a contratação do jogador de 35 anos.