Na janela de transferências do futebol europeu, de junho a agosto deste ano, os clubes do continente gastaram 3,6 bilhões de euros em reforços (R$ 17,2 bilhões). De olho nesse mercado, a Fifa iniciou um processo de mudança do sistema de transferência de jogadores que valerá em todos os países filiados à entidade. A ideia é tentar controlar o volume de dinheiro movimentado pelo futebol e não deixa de ser uma tentativa de fazer algo semelhante ao que acontece nos esportes profissionais americanos.
"Sem dúvida, faltou debate. Eles fazem uma regra mundial e esquecem que cada país tem a sua particularidade. A realidade do futebol brasileiro não é a mesma da Europa. Aqui não sobra dinheiro. Os clubes tentam sobreviver", reclama Rodrigo Caetano, executivo de futebol do Internacional.
Na última terça (25), representantes de clubes, ligas, jogadores, federações nacionais e confederações deram apoio a um pacote de reformas proposto pela Fifa, segundo divulgou a própria entidade.
Há ideias, como a criação de uma central de pagamentos. Um banco, ainda a ser contratado, ficaria responsável por receber e distribuir o dinheiro de transferências.
Também passaria a ser obrigatório o uso de sistema eletrônico de jogadores e haveria restrição no pagamento de agentes, que estariam proibidos de ter dupla representação na transferência e não poderiam mais cuidar, ao mesmo tempo, dos interesses do jogador e do clube. Além disso, ficaria regulamentado o sistema de empréstimo de atletas.
Há outras medidas ainda mais controversas que serão discutidas. A criação de um algoritmo (um programa de computador) para determinar o valor de mercado de um jogador e um limite para gastos com salários, por exemplo.