Cartolas dos times que disputam o Campeonato Brasileiro estão pressionando a Rede Globo para aumentar o repasse do dinheiro arrecadado com a venda de pacotes e, assim, abrir mão de parte de sua receita. A divisão hoje é da seguinte forma: 1/3 de toda a verba é repassada aos times enquanto que os outros 2/3 entram nos cofres da detentora dos direitos do Brasileiro. Na última temporada, a Globo assegurou aos dirigentes o valor mínimo de R$ 350 milhões a ser rateado entre eles de acordo com ranking feito a partir de pesquisa realizada pelo Ibope em conjunto com a DataFolha. Ela é obrigada contratualmente a complementá-lo se a meta não for atingida. Esse montante cresce a cada ano e será de R$ 500 milhões em 2016. A insatisfação, ainda assim, existe. As equipes pedem uma revisão nos percentuais que cabem a cada uma das partes. A Globo contesta, diz que não existe mais dinheiro na mesa e afirma que tem de tirar da sua própria margem de lucro para pagar aos clubes. Ela culpa, sobretudo, o Governo e os descontos com os impostos e também as operadoras. Ao todo, 18 equipes contam hoje com contrato com até 2018: Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Flamengo, Vasco, Fluminense, Botafogo, Grêmio, Inter, Atlético-MG, Cruzeiro, Coritiba, Atlético-PR, Goiás, Bahia, Vitória e Sport.