Em encontro com o presidente da Câmara de Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ontem, em Brasília, dirigentes de clubes de futebol se queixaram da previsão de cobranças de impostos das equipes. A medida está no texto do projeto de lei para incentivar equipes a migrarem para modelo de clube-empresa.
A reunião entre os dirigentes de clubes de futebol na residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, nesta quarta, pode mudar o percurso da formatação do projeto de lei que cria incentivos para o clube adotar o modelo empresarial. Os cartolas se queixaram da previsão de cobranças de tributos das equipes, mesmo se elas não virarem empresas.
Os dirigentes de Corinthians, Santos, Flamengo, Botafogo, Ponte Preta e Cruzeiro deram sugestões ao deputado Pedro Paulo (DEM-RJ), autor do texto ainda em fase de formatação. O senador Romário (PODE-RJ) também esteve na reunião. Ele deve ser relator do projeto no Senado.
Alguns dirigentes, entre eles o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, foram contrários à possibilidade de a lei determinar a cobrança de impostos (Imposto de Renda, Pis, Cofins e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) dos clubes, mesmo aqueles que continuarem como associação desportiva.
O projeto de Pedro Paulo prevê um novo refinanciamento de dívidas tributárias aos times. Entre os incentivos para o clube-empresa, está a possibilidade de parcelar os débitos com o governo federal por 20 anos e com 50% de descontos dos juros.