Vítima de torcedores do River Plate e diagnosticado com uma úlcera na córnea do olho esquerdo, o meio-campista Pablo Pérez desabafou sobre o ataque ao ônibus do Boca Juniors ocorrido no último sábado (24), em avenida próxima ao Monumental de Nuñez.
Em entrevista coletiva concedida, o camisa 8 e capitão do Boca adotou um discurso duro. Ele contou ter tido encontro dramático com as filhas após deixar o estádio e questionou as condições de segurança encontradas para a final da Copa Libertadores.
"Foi uma vergonha tudo o que aconteceu. Tenho minha mulher e três filhas. A maior me abraçou quando cheguei em casa e estava chorando. Ninguém pode jogar desta maneira, isso não pode se repetir", reclamou Pérez, que vislumbrou um cenário ainda mais violento caso a partida tivesse sido realizada.
"Não posso ir a um estádio onde não me dão segurança. O que aconteceria se a gente ganhasse? Quem me tiraria dali? Se as pessoas estavam loucas antes de entrarmos, imagine se déssemos a volta olímpica em seu estádio, me matariam! Não vou jogar em um estádio onde posso morrer", acrescentou.