Convicto de sua estratégia, Carille avisou que ficará satisfeito se deixar o Lucarelli, após o 1º dos dois jogos decisivos com um empate
O Corinthians adotará o mesmo estilo cauteloso dos últimos meses na final do Campeonato Paulista. Convicto de sua estratégia, o técnico Fábio Carille avisou que ficará satisfeito se deixar o Moisés Lucarelli, após o primeiro dos dois jogos decisivos contra a Ponte Preta, com um empate. “A nossa ideia de jogo é muito clara. Não se muda quando se chega a uma final. Então, vamos marcar sob pressão, competir bastante e buscar triangulações. Acredito que faremos um ótimo jogo. Em uma decisão, voltar com um empate para decidir em casa é conquistar um ótimo resultado, mas buscaremos a vitória”, ponderou Carille.
Nas semifinais contra o São Paulo, o Corinthians foi além da igualdade como visitante. A proposta de jogo não muito propensa ao ataque inspirou lamentações do técnico rival, Rogério Ceni, porém assegurou um triunfo por 2x0 no Morumbi. “A ideia de jogo da Ponte é diferente da do São Paulo. Sabemos disso”, ressalvou Carille, negando que o adversário esteja mais pressionado do que o Corinthians. “A pressão sempre virá mais forte para o lado do Corinthians. Enfrentando a Ponte Preta, é normal.”
Acostumado a ouvir que a sua equipe era a “quarta força” do Estado, o comandante corintiano achou graça de agora ser apontado como favorito. E até se permitiu sorrir: “É uma brincadeira, gente, mas já somos a primeira força. Porque a Ponte não estava nessa conta, né?”.
O bom humor não tira a prudência de Fábio Carille. O técnico rejeita o favoritismo desde que superou o São Paulo na fase anterior do Paulista. “A Ponte tirou as duas melhores equipes da competição, o Santos e o Palmeiras, jogando um futebol bonito, com uma proposta de jogo muito interessante. Cada um tem 50% de chances. Vamos respeitar e tentar fazer por merecer, jogando muito para levantar esse caneco”, disse.