ESPORTE

Crise política faz basquete brasileiro reviver fantasmas

Fato recorrente no basquete brasileiro, uma crise entre entidades chegou ao ápice nesta semana

Folhapress
Publicado em 21/12/2018 às 20:42Atualizado em 17/12/2022 às 16:41
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Fato recorrente no basquete brasileiro, uma crise entre entidades chegou ao ápice nesta semana e pode se transformar em ameaça ao futuro da modalidade no país.

O conflito da vez tem em lados opostos a CBB (Confederação Brasileira de Basketball) e a LNB (Liga Nacional de Basquete). Desde 2008, a liga tem os clubes como associados e organiza o principal torneio nacional da modalidade.

O NBB (Novo Basquete Brasil) surgiu após uma série de fracassos da CBB na organização de um campeonato brasileiro de basquete. Nos últimos anos, o torneio se consolidou, inovou ao transmitir suas partidas nas redes sociais e atualmente é exibido em seis plataformas diferentes.

Apesar de a confederação brasileira dar a chancela para a liga administrar o torneio, a relação entre as entidades nunca foi das melhores.

Nesta semana, a CBB publicou documento em que lista várias exigências para manter o reconhecimento do NBB.

O que mais gerou revolta na liga foi o fato de a portaria dar publicidade a uma discussão ainda em andamento sobre o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) da modalidade.

Segundo o documento, a LNB é obrigada a reconhecer a competência do tribunal da confederação para julgamento de infrações ocorridas nas suas competições. Insatisfeita com a atuação dele, a liga quer ter uma corte própria.

O tema já havia figurado no centro do embate entre as entidades nos últimos anos. Reapareceu agora em meio a outras disputas que já indicavam o acirramento de ânimos.

Um dia após a LNB lançar a temporada 2018/19 do NBB, a confederação anunciou que voltará a comandar um campeonato brasileiro no ano que vem. A ideia é que ele substitua a divisão de acesso, atualmente organizada pela liga.

Isso foi decidido em acordo entre as entidades, mas a resistência da CBB em chamar seu torneio de segunda divisão incomodou a liga.

Em novembro, uma declaração do técnico da seleção brasileira, o croata Aleksandar Petrovic, também causou ruído. Funcionário da CBB, ele criticou o basquete jogado pelos times do NBB, na sua opinião muito acelerado e com excesso de arremessos de três pontos.

Com a publicação do documento, a disputa que até então se dava nos bastidores ficou escancarada. Publicamente, porém, as entidades adotam tom mais ameno.

 A liga afirma que seu departamento jurídico está analisando o caso e que em 2019 levará o assunto para discussão na Fiba, a federação internacional da modalidade.

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