As transferências de atletas do Cruzeiro durante a pausa do Brasileirão ajudarão o clube a pagar seus compromissos mais urgentes
Vinnicius Silva/Cruzeiro
Sob gestão do presidente Wagner Pires de Sá, Cruzeiro passa por dificuldades financeiras
As transferências de atletas do Cruzeiro durante a pausa do Brasileirão ajudarão o clube a pagar seus compromissos mais urgentes. As saídas de Murilo e de Raniel renderão ao clube cerca de R$21 milhões, dinheiro que será utilizado para evitar novas pendências com jogadores e funcionários.
Em junho, a diretoria teve dificuldade para fechar as contas, e precisou dividir os vencimentos mensais de jogadores e funcionários, que receberam em três parcelas. Parte do montante utilizado saiu da venda de Murilo.
Apesar de ter recusado uma oferta de 4 milhões de euros pelo jogador em 2017, a nova diretoria viu com bons olhos a oportunidade de fazer caixa, e liberou o zagueiro de 22 anos para acertar com o Lokomotiv Moscou, da Rússia. Vendido por 2,5 milhões de euros, cerca de R$11 milhões, o Cruzeiro ficou com R$8,1 milhões.
Além de Murilo, outro que vai render uma boa receita em curto prazo é o atacante Raniel. Negociado com o São Paulo, o jogador custou R$12,8 milhões ao Tricolor paulista, que teve a ajuda de um empresário para efetivar o valor à vista para o Cruzeiro.
Novamente, a necessidade de criar receitas rapidamente fez com que o clube mineiro optasse por abrir mão de mais um atleta. Antes de se acertar com a equipe paulista, a cúpula celeste já havia mostrado interesse em transferir Raniel para outro time.
Juntas, as negociações de Murilo e Raniel resultam em R$20,9 milhões para o Cruzeiro, dando ao clube mais tempo para tentar melhorar sua saúde financeira. Além dos valores das vendas, a diretoria ainda terá uma economia com os salários. Vale lembrar que nesta conta entra também o volante Lucas Silva, que foi devolvido ao Real Madrid após o fim do empréstimo.