ESPORTE

Cruzeiro na bronca com a Federação

Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 16/12/2022 às 08:04
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O diretor de futebol do Cruzeiro, Eduardo Maluf, reclamou da maneira como a Federação Mineira de Futebol (FMF) conduziu a marcação dos jogos de volta das quartas-de-final do Campeonato Mineiro. Em declaração ao site oficial do clube, ele alega que o Cruzeiro foi prejudicado. O dirigente fez um breve histórico do caso e disse que o clube requisitou, em 15 de março, que o Cruzeiro fosse o mandante do primeiro jogo contra o Tupi, uma vez que, no fim de semana reservado para o jogo de volta, acontecerá no Mineirão um show musical.   A condição estabelecida pelo clube era a de disputar o jogo de volta neste sábado, já que na quarta-feira que vem o time enfrentará o Estudiantes, na Argentina, pela Copa Libertadores. Dez dias depois, a FMF autorizou o Atlético-MG a disputar o jogo de volta contra o Uberaba na quarta-feira, data que não está entre as 23 determinadas para os estaduais, igualmente para “fugir” do show musical no Mineirão. O rival passou a vender ingressos para a partida, que a partir daí não poderia mais ser modificada.   Na segunda-feira (30), a FMF finalmente respondeu à requisição do Cruzeiro, e marcou o confronto com o Tupi para o sábado. No dia seguinte, porém, voltou atrás para atender o pedido da Rede Globo, que queria um jogo para transmitir no domingo, como reza o contrato. A impossibilidade de se mexer no jogo do Atlético-MG levou a partida da Raposa para o domingo. “A federação marcou os jogos para o sábado, sabendo da obrigação de ter um jogo no domingo. Quando sentiram que teria de buscar um jogo para o domingo, o do Atlético-MG não podia mais, porque já tinham começado a vender ingressos. A televisão aceitou que fosse o jogo do Cruzeiro e nós temos uma cláusula no contrato que, se não atendermos a tudo aquilo que estiver pactuado, é R$ 1 milhão de multa”, explicou. Segundo o site do clube, Maluf não questiona o direito da Rede Globo de escolher o jogo a ser transmitido no domingo, de acordo com seus interesses comerciais. O dirigente só deixará de acreditar na FMF, como a defensora dos seus direitos frente à televisão.

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