ESPORTE

Cruzeiro se defende de denúncias e de investigação da Polícia Civil

Diretoria do clube celeste falou sobre acusações apontadas pelo Fantástico

Folhapress
Publicado em 27/05/2019 às 21:44Atualizado em 17/12/2022 às 21:08
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O Cruzeiro convocou entrevista coletiva na tarde de ontem (27) para explicar as denúncias feitas pelo Fantástico sobre pagamentos elevados a empresas desconhecidas e o percentual de atletas dados como garantia por conta de um empréstimo. A diretoria ainda se manifestou sobre o início da investigação da Polícia Civil por suposta lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. 

Itair Machado, vice-presidente de futebol do clube, foi quem mais se manifestou durante a entrevista coletiva. Ele se irritou com a abordagem da reportagem divulgada na noite de domingo (26), alegando que há viés político. "Não vamos nos adentrar o motivo que levou essa matéria, que todos sabemos que foi política. O que levou foi a política. O Cruzeiro deu motivo para isso? Vocês vão fazer o juízo a partir do momento que a gente explanar com tranquilidade", declarou.

Alguns pontos importantes foram abordados por Itair Machado, vice-presidente de futebol; Wagner Pires de Sá, mandatário do clube; Flávio Pena, diretor financeiro e Edson Travassos, advogado. O quarteto compareceu à sala de imprensa para informar a situação vivida no clube.

Itair. Durante a entrevista coletiva, Itair Machado, que faturou R$4.060.543,45 em 2018, explicou a razão dos aumentos salariais sequenciais na Toca da Raposa II.

"Primeiro, quero falar sobre o meu salário. Tive o maior orgulho de chegar a esse cargo. O que eu ganho hoje para ser um ótimo salário no Brasil é só se ganhar títulos. Nós ganhamos três de cinco que disputamos. Eu talvez vou entrar em algum tema aqui que talvez nem fosse para falar. Nós ganhamos a eleição de cinco ex-presidentes. Eu me sinto na obrigação de mostrar a verdade", declarou. 

"Foi assinado que eu dei aumento para mim, nem quero que retrata. Não tive aumento naquele que foi mostrado. Não tinha sido colocado no meu contrato o prêmio pelo título da Copa do Brasil. Só vou ganhar bem se ganhar títulos. Eu ganho R$600 mil por taça, dirigente em outro clube ganha mais de R$1 milhão", acrescentou.

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