
(Foto/Fred Magno/O TEMPO)
A vitória por 3 a 2 sobre o Bahia, nesta quinta-feira (5), no Mineirão, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro, reforçou o poder ofensivo do Cruzeiro, mas também deixou uma preocupação para a sequência da temporada. Mesmo com a eficiência no ataque, a equipe voltou a apresentar dificuldades defensivas, agravadas por desfalques e problemas físicos.
O cenário ficou evidente ainda no início da partida. O time comandado por Artur Jorge começou o confronto sem quatro titulares e perdeu o zagueiro Fabrício Bruno por problema físico logo nos primeiros minutos.
Sem outro defensor de ofício disponível no banco de reservas, o treinador precisou improvisar o lateral-esquerdo Matías Viña na zaga. A mudança emergencial alterou a estrutura defensiva planejada para o confronto e expôs a falta de alternativas no setor.
A dificuldade não é isolada. Ao longo da temporada, lesões e suspensões têm impedido o Cruzeiro de manter uma formação defensiva estável. As constantes mudanças prejudicam o entrosamento e evidenciam a necessidade de ampliar as opções para a posição.
Contra o Bahia, os problemas voltaram a aparecer. A Raposa sofreu dois gols e permitiu que o adversário encontrasse espaços durante a partida. Mesmo depois de construir vantagem na etapa final, a equipe não conseguiu controlar completamente as investidas rivais e ainda sofreu o segundo gol nos acréscimos.
Ataque decide, mas defesa preocupa
Se o sistema defensivo deixou ressalvas, o ataque voltou a funcionar. Kaio Jorge e Keny Arroyo foram protagonistas na construção da vitória, com participação direta no resultado.
Kaio Jorge marcou duas vezes e, apesar de desperdiçar uma cobrança de pênalti, mostrou poder de reação ao balançar as redes novamente na etapa final. A capacidade individual dos jogadores ofensivos tem sido um dos principais trunfos da equipe de Artur Jorge.
A força no ataque permite ao Cruzeiro superar momentos de instabilidade e buscar resultados mesmo quando a defesa não apresenta a mesma segurança.
Reforços para a zaga entram no radar para 2027
Com apenas quatro rodadas restantes no Campeonato Brasileiro, pouco espaço há para grandes mudanças estruturais ainda em 2026. Por isso, o desempenho contra o Bahia também serve como sinal de alerta para o planejamento da próxima temporada.
A diretoria e a comissão técnica precisarão olhar com atenção para o sistema defensivo, especialmente diante da dificuldade de encontrar substitutos para os titulares em situações de ausência.
A vitória no Mineirão deve ser comemorada, mas os dois gols sofridos reforçam que o poder ofensivo, sozinho, não será suficiente para garantir estabilidade ao longo de uma temporada. Para 2027, fortalecer a zaga e ampliar as opções do elenco aparecem como pontos importantes para a Raposa.