A guerra política está clara no Cruzeiro, conforme apontou o vice-presidente de futebol, Bruno Vicintin. Isso porque, nos bastidores, já há uma movimentação para o mandato da próxima gestão do clube, uma vez que o atual presidente, Gilvan de Pinho Tavares deixa o cargo no fim de 2017.
O atual vice-presidente cruzeirense deu a entender que a oposição trabalha nos bastidores para que o clube não consiga fazer boas contratações, falando com os atletas que estão em negociação para esperarem até o fim do ano, quando a gestão mudar. Bruno, no entanto, pede união dentro da Raposa.
“A oposição tem que pensar em ajudar para receber o Cruzeiro de boa forma. Não adianta eu assinar contrato com um jogador até o fim do ano e deixar a bomba para os outros. E nem uma pessoa de fora dizer para o jogador não vir para o Cruzeiro no último ano. O Cruzeiro unido, com todas as partes unidas, já provou que é forte. Foi assim em 2013 e 2014”, declarou.
Embora tenha conquistado dois títulos brasileiros, a gestão de Gilvan de Pinho é duramente criticada pelos torcedores do Cruzeiro, que não aceitam os resultados ruins dos últimos dois anos, com a equipe sempre na luta contra a queda para o rebaixamento.
Por outro lado, o ex-presidente Zezé Perrella já mostrou nos bastidores o desejo de retornar ao clube. Zezé é tido pelos torcedores como um presidente vencedor da Raposa, em sua gestão tendo conquistado Copa Libertadores, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil. No entanto, o último ano do antigo cartola, em 2011, foi também de luta para não cair.