ESPORTE

Dirigente do Naça lamenta prejuízos e dispara contra Lei Pelé

Presidente do clube, José Humberto, lamenta o baixo número de torcedores que têm comparecido aos jogos do alvinegro

Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 17/12/2022 às 03:59
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  Há muito se fala que o Nacional anda pagando para atuar no Uberabão, local onde manda seus jogos do Campeonato Mineiro da Segunda Divisão.   Na noite de terça-feira não foi diferente. O clube alvinegro amargou um prejuízo de exatos R$ 3.374,45 e o presidente do clube, José Humberto Morais, lamentou o baixo número de torcedores que têm comparecido aos jogos para prestigiar o Naça. “É uma pena. Nós tínhamos consciência de que não teríamos grandes públicos, porém, não esperávamos que o número fosse tão baixo”, disse.   José Humberto teme que no próximo jogo do time em Uberaba, no dia 12 de novembro, a coisa deve ser ainda pior, já que a Federação Mineira de Futebol (FMF), marcou a partida para as 16 horas. “Tentei mudar, mas nas duas últimas rodadas os jogos envolvem classificação e, por isso, a FMF marcou todas as partidas para o mesmo horário”, ressaltou.   Ainda assim, Morais acredita que, financeiramente, compensa mais jogar no Uberabão do que no Estádio JK, casa do Nacional. Ele afirma que para adequar o JK, o clube gastaria algo em torno de R$ 100.000,00 e como para jogar no Uberabão só pagamos 10% da renda, acredito que não gastaremos mais de R$ 10.000,00 durante o campeonato todo”, explicou.   Resposta. Em relação à declaração do ex-jogador Marcinho Coréia, ao afirmar que o Nacional fez tudo errado quando contratou vários jogadores ao invés de jogar o Mineiro com o time Juvenil, Morais tentou explicar a situação do Naça. “Como o próprio Lúcio Vaz, técnico do time disse, não poderíamos inscrever os garotos, pois se o fizéssemos eles não poderiam jogar a final do Juvenil. Porém, o Marcinho desconhece a lei e foi infeliz ao fazer aquelas afirmações”, declarou Morais.

O dirigente aproveitou ainda para criticar a Lei Pelé que, segundo ele, prejudica os clubes interioranos e está contribuindo para que muitos fechem suas portas. “Essa lei é boa para os grandes clubes, pois eles vêm na cidade, pegam os melhores jogadores e os levam sem pagar nada. Hoje em dia não compensa mais investir alto em garotos, sabendo que amanhã eles podem ir embora e os clubes não ganham um tostão em troca. Enquanto não tivermos estrutura não poderemos voltar a investir alto nas bases”, finalizou.  

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