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DUAS NAÇÕES, UM CONTINENTE: Flamengo e Palmeiras ditam o tom do futebol na América Latina

Publicado em 30/11/2025 às 13:36
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Em campo e nas arquibancadas, o futebol brasileiro mostrou novamente sua força continental (Foto/Jovem Pan)

A final da Copa Libertadores de 2025, disputada em Lima entre Flamengo e Palmeiras, não representou apenas a busca por mais um título continental. Foi, sobretudo, a prova viva de que o futebol brasileiro segue dominando o cenário sul-americano, retomando uma hegemonia construída nos últimos anos e consolidada pela força de seus clubes, suas torcidas e suas diretorias.

A presença de dois gigantes nacionais em mais uma decisão reforça a capacidade do Brasil de revelar talentos, investir em estrutura e competir em altíssimo nível. Depois de um período em que o futebol argentino prevaleceu — com River Plate e Boca Juniors colecionando finais —, a curva mudou. Palmeiras, Flamengo, Athletico-PR, Santos e até mesmo clubes de menor expressão internacional passaram a frequentar o topo do continente com consistência.

Mas é a dupla Palmeiras e Flamengo que mais simboliza essa virada. Juntos, chegaram a quatro finais em cinco anos, um domínio que quebra qualquer narrativa de superioridade estrangeira. O trabalho de gestão é determinante: projetos contínuos, elencos fortes, categorias de base estruturadas e uma visão profissional de futebol elevaram o nível dos clubes.

DIRETORIAS QUE VIRARAM O JOGO

No Palmeiras, a presidente Leila Pereira segue investindo de forma organizada, com foco em elenco competitivo, categorias de base e ambiente de trabalho profissional. Mesmo após a derrota na final, ela reforçou que chegar sempre às decisões é parte do projeto — e que isso também é prova de força. Sob sua gestão, o clube disputou títulos nacionais e internacionais de forma consecutiva, mostrando planejamento e equilíbrio financeiro.

Do lado rubro-negro, o presidente Bap comemorou mais uma conquista e reforçou a filosofia do Flamengo: protagonismo, estrutura, grandes investimentos e ambição de vencer tudo. O trabalho de reconstrução iniciado anos atrás colocou o clube entre os mais competitivos da América, capaz de formar, contratar e sustentar elencos de ponta. A escolha de Filipe Luís como treinador, por exemplo, mostra a confiança em continuidade, identidade e renovação. Ambas as diretorias demonstram que resultado não é obra do acaso: é projeto.

TORCIDA BRASILEIRA: ESPETÁCULO À PARTE

Nas arquibancadas de Lima, o show foi brasileiro. Torcedores de Flamengo e Palmeiras transformaram a capital peruana em um mar verde e vermelho, dando um exemplo de festa, paixão e representatividade. A presença massiva, organizada e vibrante fez da final uma celebração do futebol nacional — algo que repercutiu em toda a América.

Antes mesmo do apito inicial, ruas tomadas, cantos ecoando e uma energia que só o torcedor brasileiro consegue transmitir. No estádio, os mosaicos, bandeirões e cânticos constantes criaram um clima digno de Copa do Mundo. A Conmebol destacou oficialmente o comportamento e o impacto das torcidas, elogiando o espetáculo proporcionado por elas.

Independentemente do campeão, o país sai engrandecido. Palmeiras e Flamengo levaram ao mundo um futebol competitivo, organizado e apaixonante — e mostram que, quando o assunto é Libertadores, o Brasil continua soberano.

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