ESPORTE

Eleições do Nacional em risco; processo assusta candidato

A noite desta sexta-feira promete fortíssimas emoções pelos lados do Nacional Futebol Clube. Está marcada para logo mais, às 19h, as eleições gerais no clube alvinegro

Tulio Micheli
Publicado em 27/01/2017 às 07:56Atualizado em 16/12/2022 às 15:30
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Foto/Arquivo

Márcio José repensa a possibilidade de ser candidato à reeleição no Nacional Futebol Clube

A noite desta sexta-feira promete fortíssimas emoções pelos lados do Nacional Futebol Clube. Está marcada para logo mais, às 19h, as eleições gerais no clube.

O edital de convocação foi publicado no último dia 19 e a pauta para a assembleia desta noite envolve, primeiramente, a eleição e posse da Mesa Diretora do Conselho Deliberativo. Na sequência, deve acontecer a eleição e posse da Diretoria Executiva e Conselho Fiscal. Ainda faz parte da ordem do dia, a aprovação de administração e representação de associação que comandou o clube entre 1º e 27 de janeiro e, para finalizar, o edital trouxe proposta de aprovação de prestação de contas do Naça no período de 1º de janeiro de 2011 a 31 de dezembro de 2015.

Até a data de ontem, Márcio José da Silva, 55 anos, advogado, administrador de empresas e contador, nomeado em 2015 por conselheiros e associados do Naça como presidente, após a renúncia de Salem Ibrahim El’ Messih, era candidato à reeleição, porém, desembaraços jurídicos no clube podem influenciar na desistência do candidato.

O Nacional tornou público na manhã de ontem, que ação proposta por torcedores em 2009 pode prejudicar a recondução de Márcio à presidência do Alvinegro. Segundo ele, caso a ação não seja retirada da Justiça, fica impossível buscar uma reeleição dentro do Alvinegro.

“O Nacional padece com essa ação promovida por torcedores há muitos anos, mas a mesma está trazendo grandes prejuízos ao clube neste início de ano. Já fomos multados com um valor diário e essa multa já atingiu R$ 50 mil. É impossível comandar um time sem recursos e com tamanho déficit. Por isso estou repensando a possibilidade de ser candidato”, afirmou Márcio.

O atual mandatário ainda lembrou que o Nacional era favorecido com convênio entre a Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Educação, com recursos do Proeti – Programa de Educação em Tempo Integral – porém o contrato ainda não foi renovado e parcelas do ano passado encontram-se em atraso.

“Tínhamos o convênio com o Proeti, mas até hoje temos parcelas atrasadas e isso está impossibilitando que consigamos colocar as contas em dia. Os salários do quadro de funcionários do clube já estão atrasados há mais de cinco meses. Então fica impossível comandar um clube numa situação como esta que vive o Nacional”, finalizou Márcio.

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