A falta de mulheres disputando a Fórmula 1 é uma questão debatida com recorrência nos últimos anos
A falta de mulheres disputando a Fórmula 1 é uma questão debatida com recorrência nos últimos anos. E para tentar solucioná-la, o automobilismo ganhará em 2019 uma categoria 100% feminina: a W Series.
A iniciativa foi oficialmente apresentada essa semana, na Inglaterra, e tem uma mulher à frente: Catherine Bond Muir, a CEO da nova categoria, que correrá com chassis homologados para a Fórmula 3.
A W Series deverá funcionar como uma competição de acesso a outros degraus antes da Fórmula 1, como a Fórmula 2, mas apenas para a promoção de mulheres.
"Este é um momento extremamente empolgante para o automobilismo em geral e para as mulheres em particular, uma vez que nosso objetivo é trazer o esporte para a atualidade e mostrar ao mundo do que as mulheres são realmente capazes. Muitos esportes nos quais homens e mulheres competem igualmente também realizam eventos segregados puramente para aumentar o número de mulheres que participam. Até agora, o esporte a motor é o único esporte no qual não há uma categoria separada para mulheres", afirmou a dirigente, segundo o site do canal de TV britânico Sky Sports.
A novidade conta com o apoio de muitos nomes envolvidos no automobilismo. Entre as mulheres, destaque para as manifestações de Tatiana Calderón - colombiana que disputa a GP3 e é contratada pela Sauber; Alice Powell - britânica que chegou a ser cotada para correr na Fórmula 1 em 2014; Vicky Pirra - italiana com passagens por Fórmula Renault e GP3 - e Jamie Chadwick - inglesa de 20 anos, primeira mulher a conquistar uma vitória na Fórmula 3 britânica.
"Sei das dificuldades que mulheres que pilotam têm para conseguir oportunidades para progredir nas carreiras. Espero que essa categoria ajude a dar mais oportunidades a jovens talentos femininos, e eventualmente permita que as melhores provem que podem competir no mesmo nível que homens", disse Calderón. "A W Series não apenas oferece uma oportunidade fantástica para que os maiores talentos femininos corram, mas também irá encorajar muitas jovens a entrar no esporte", acredita Chadwick.