
Clube afirma que os recursos disponíveis podem acabar até o fim da próxima semana (Foto/IA)
O Vasco solicitou à Justiça autorização para contratar um novo empréstimo DIP de até R$ 150 milhões. O pedido foi apresentado em uma petição na quinta-feira e aponta uma situação de urgência financeira.
Segundo o documento, os recursos disponíveis atualmente na SAF podem se esgotar até o fim da próxima semana. A liberação do financiamento, porém, ainda depende de autorização judicial e da manifestação dos órgãos envolvidos na recuperação judicial.
O pedido foi feito à Almirante Participações S.A. A empresa já havia concedido ao Vasco outro financiamento DIP, de R$ 40 milhões, em julho.
A Almirante Participações e Empreendimentos S.A é apontada como favorita para adquirir a SAF do Vasco. A empresa pertence ao empresário Marcos Faria Lamacchia.
Por lei, o clube não pode concluir uma venda para Lamacchia antes da abertura da concorrência. No entanto, o empresário possui cláusulas que dão preferência para igualar outras propostas que sejam apresentadas ao Vasco.
Na petição, a SAF também relaciona a falta de recursos à situação esportiva do clube. O documento sustenta que os problemas financeiros podem afetar os ativos e diminuir a competitividade da equipe.
A SAF ainda aponta a possibilidade de que essa situação tenha impacto esportivo, inclusive com risco de rebaixamento. Segundo o documento, esse cenário poderia diminuir o valor da companhia e prejudicar a procura por um novo investidor.
Outro ponto citado é a atual janela de transferências do futebol brasileiro. O período para negociações termina no dia 11 de setembro.
O Vasco afirma que precisa ter acesso aos recursos com rapidez para atuar no mercado. Uma demora na liberação do dinheiro pode diminuir as opções disponíveis para reforçar o elenco.
O documento destaca, portanto, dois prazos considerados importantes pela SAF. Um deles é a redução progressiva dos recursos disponíveis, enquanto o outro é o encerramento da janela de transferências.
O Vasco já havia recorrido a um empréstimo DIP em outubro do ano passado. Na ocasião, o clube recebeu R$ 80 milhões da Crefisa, empresa de Leila Pereira.
Os valores desses financiamentos poderão ser transformados em capital da nova SAF caso Lamacchia seja escolhido como novo investidor do futebol. Se isso não acontecer, o clube terá de pagar o valor à empresa.
Por enquanto, o novo empréstimo de até R$ 150 milhões ainda não está confirmado. A operação depende da decisão da Justiça e das etapas previstas no processo de recuperação judicial.