Uma das grandes queixas sobre as últimas temporadas da Fórmula 1 era o abismo entre as equipes mais fortes - Mercedes, Ferrari e Red Bull - e o restante do grid. Mas a primeira corrida da temporada mostrou um cenário diferente: com as novas regras, que estrearam há duas semanas, na Austrália, o chamado meio do pelotão encostou nos times de ponta.
A classificação da prova australiana mostrou que todas as equipes - à exceção da Williams - evoluíram, mesmo com as novas regras que, em teoria, deixariam os carros mais lentos. Porém, o que mais chamou a atenção foi o fato de os times do meio do pelotão terem crescido.
Por conta disso, viu-se em Melbourne, na primeira parte do treino que decidiu o grid de largada, Lewis Hamilton fazer 1min22s043 e Lance Stroll, da Racing Point, o primeiro entre os eliminados, marcar 1min23s017.
Ou seja: entre o 1º e o 16º colocado não havia nem um segundo. As equipes que tiraram parte da diferença para Mercedes e Ferrari são Alfa Romeo - a que mais cresceu -, Renault, Haas, McLaren, Racing Point e Toro Rosso.
Um motivo importante é a simplificação das asas dianteiras e dos dutos de freio, por conta do regulamento, o que limita a possibilidade dos grandes usarem seus maiores recursos para adotarem soluções mais sofisticadas.
A segunda etapa da temporada será disputada já neste final de semana, no Bahrein.