Em entrevista após a partida, ele disse que sofreu com o calor e umidade
Uma eliminação difícil de acreditar, mas que se explica em alguns números: 77 erros não forçados, 10 duplas faltas e 49% de acerto no primeiro saque. O desempenho sofrível de um Roger Federer irreconhecível determinou a queda precoce do suíço nas oitavas de final do Aberto dos EUA, para o australiano John Millman, número 55 do mundo.
Foi a primeira vez que o vencedor de 20 títulos de Grand Slam e atual número 2 do ranking perdeu para um tenista de fora do top 50 em Nova York.
Parecia que a vitória viria com facilidade quando Federer tinha 1 set a 0 e dois set points no seu saque para fechar a segunda parcial, mas foi nesse momento que tudo começou a desandar.
Millman quebrou duas vezes, empatou o jogo e ganhou confiança. O suíço, por outro lado, parecia cada vez mais afundado num buraco.
O repertório de erros foi variad smash, forehand, backhand, slice, voleio e muitas, mas muitas tentativas frustradas de drop shots.
Mesmo quando quebrou o saque do rival no quarto set, teve a quebra devolvida logo na sequência. O desempenho assustou mais porque na partida anterior, contra Nick Kyrgios, Federer havia se apresentado muito bem.
Também não é possível atribuir essa derrota a um momento ruim de carreira. O suíço venceu três Slams do ano passado para cá e liderou o ranking por oito semanas nesta temporada.
Se faltasse confiança num duelo de quartas de final contra Djokovic, seu algoz na decisão de Cincinnati, seria mais fácil entender. Mas no duelo de ontem, nada parecia fazer sentido para Federer.
Em entrevista após a partida, ele disse que sofreu com o calor e umidade e teve dificuldades para respirar - realmente o suíço estava muito mais suado do que o normal para ele.